A Seleção Nacional de seniores masculinos continua a afinar os últimos detalhes em Santo Tirso e em Viana do castelo (a partir de 2ª feira) com vista à participação no EuroVolley’2026.
Sob o comando de João José, a equipa das quinas prepara-se para uma autêntica prova de fogo em Sófia, na Bulgária, onde integrará o exigente Grupo B. A estreia está agendada para 10 de setembro, às 14 horas, num embate em modo de “sobrevivência” máxima diante da Polónia, atual campeã europeia, tripla campeã mundial (1974, 2014 e 2018) e líder do ranking FIVB.
Logo no dia seguinte, a 11 de setembro (17h), Portugal mede forças com a Bulgária, vice-campeã mundial e anfitriã.
A fase de grupos completa-se com os confrontos frente a Israel (dia 13 às 14h), Ucrânia (dia 14 às 14h) e Macedónia do Norte (dia 15 às 14h00). Se carimbar o apuramento para os oitavos de final, a comitiva nacional cruza com uma seleção oriunda da Pool D – Roménia, Letónia, França, Alemanha, Turquia ou Suíça.
Para aferir a forma física e tática do coletivo, Portugal realizou dois testes com a Austrália no Pavilhão Municipal das Lameiras, em Famalicão. No primeiro teste, a seleção lusa venceu de forma categórica por 4-0 (25-14, 25-22, 25-19 e 25-21), num duelo em que os jogos-treino tinham estipulado um mínimo de quatro sets. O capitão Alexandre Ferreira e André Pereira destacaram-se com 13 pontos cada. No segundo ensaio, num embate bem mais equilibrado, Portugal voltou a sorrir com um triunfo por 3-2 (26-24, 23-25, 28-26, 17-25 e 15-12). André Pereira assumiu o papel de maior pontuador da partida ao assinar 24 pontos.
Boas respostas
Satisfeito com a resposta dos seus atletas, o selecionador João José – figura incontornável do voleibol nacional, eleito Melhor Blocador do Mundial’2002 na Argentina e o primeiro português a conquistar a Liga dos Campeões da CEV (em 2006/07, ao serviço do Friedrichshafen) – sublinhou a importância destes testes internacionais.
“Os jogos com a Austrália foram importantes para aferirmos, em contexto de jogo e perante um adversário internacional, o momento atual da equipa e para transportarmos para a competição aquilo que temos vindo a trabalhar nesta preparação. De uma forma geral, a equipa tem evoluído de forma positiva. Os valores de side-out foram bons, a organização coletiva começa a estar mais presente e mostrámos capacidade para manter ritmos de jogo e intensidade. Ficou evidente a necessidade de evoluir na capacidade de manter ritmos elevados durante mais tempo, uma exigência que será ainda maior no EuroVolley, pela necessidade de recuperar e competir a níveis altos ao longo de uma sequência de cinco jogos em apenas seis dias”, analisou o técnico.
Ciente das dificuldades do grupo, João José traça metas claras e apela à atitude dos seus comandados: “É um grupo difícil, com a Polónia, campeã da VNL, e a Bulgária, finalista do último Mundial. O objetivo principal é passar à próxima fase e tentar ser o mais competitivos possível. Espero que os jogadores mostrem coragem e transmitam que vêm para disputar todos os jogos.”
Relativamente ao equilíbrio entre os atletas mais experientes e os estreantes, o selecionador é perentório: “Consegue-se com tempo e muito volume. Têm de passar muito tempo juntos, superar dificuldades e criar confiança mútua.”
Filip Cveticanin: «Da nossa parte não existe pressão»
Com cartas dadas no voleibol romeno, campeonato no qual integra com grande frequência a equipa ideal da jornada, o central Filip Cveticanin aborda sem qualquer tipo de complexos o embate de estreia neste Campeonato da Europa, agendado para o dia 10 de setembro.
“Da nossa parte não existe pressão. Tendo a Polónia o nível que tem, vai ser um jogo complicado, mas não acho que seja impossível fazer alguma surpresa”, referiu o jogador 30 anos que representou o SCM Zalau nas últimas duas temporadas, deixando claro o que seria, para a Seleção, “um Europeu bem conseguido”.
“Igualar o que fizemos nos últimos dois anos, chegar aos oitavos de final, e tentar ir mais longe, até aos ‘quartos’. O ambiente na equipa é excelente, o grupo de trabalho está descontraído mas totalmente focado na tarefa”, garantiu.
Bruno Dias: «Expectativas estão sempre lá em cima»
Com cartas dadas no voleibol romeno, campeonato no qual integra com grande frequência a equipa ideal da jornada, o central Filip Cveticanin aborda sem qualquer tipo de complexos o embate de estreia neste Campeonato da Europa, agendado para o dia 10 de setembro.
O caminho do sucesso da linha ofensiva da Seleção Nacional de voleibol passa muito pelas mãos de Bruno Dias, jovem distribuidor que, aos 23 anos, vai estrear-se em fases finais de Campeonatos da Europa.
“É sempre uma boa sensação representar o nosso país, especialmente numa competição tão importante como o EuroVolley. A expectativa está sempre lá em cima. Sabemos que temos um grupo bastante complicado, mas vamos bater-nos olhos nos olhos com cada adversário”, prometeu o talentoso jogador, que vê a equipa das quinas com uma combinação perfeita entre a juventude e a experiência para fazer frente a um grupo com algumas das melhores equipas do Mundo. “Temos uma seleção muito jovem e irreverente, e acho que essa irreverência nos pode levar a surpreender alguns dos adversários mais complicados”, concluiu.
Formado no Esmoriz, Bruno Dias trocou este verão de equipa em França, tendo assinado contrato com o Tours.
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