20 detidos por tráfico de droga em prisões da região Centro. Colocavam cocaína em rolo de carne

Alexandre Branco adiantou que “as ordens saíam de dentro da cadeia”.

“Havia pessoas, que iam aos grandes centros populacionais, onde adquiriam a droga, que era entregue a outras pessoas, também só com essa função, que a traziam até à porta dos estabelecimentos prisionais”.

Depois, essa droga era distribuída por visitas, “que não estavam no esquema criminoso”.

“Algumas das quais suspeitamos que tenham atuado, mesmo sabendo do crime que estavam a cometer, com medo que acontecesse algum mal aos seus entes queridos reclusos”, disse Alexandre Branco.

O caso começou a ser investigado há ano e meio depois de uma participação da direção do estabelecimento prisional da Guarda, em abril de 2025.

“Conseguimos evidências desta entrada de droga trazida por visitantes. Era necessário saber como se processava e quem eram e pedimos, mais uma vez, a cooperação da PJ, que durante este ano e meio de investigação chegou a estes bons resultados”, declarou Luís Couto, diretor da prisão da Guarda, na conferência de imprensa.

O responsável assegurou ainda haver “a certeza que não há ninguém que trabalhe no estabelecimento prisional que esteja nesta organização”.

“Recebemos, por ano, praticamente entre 17 a 20 mil visitantes e nem todas as pessoas estão disponíveis para cumprir as regras. Este é um exemplo. Temos muitas dificuldades em controlar tudo e todos. Vamos fazendo, não diria o nosso melhor, mas mais do que o nosso melhor”.

O estabelecimento prisional da Guarda tem cerca de 287 reclusos e 105 profissionais.

Os detidos irão ser presentes ao DIAP da Guarda, cujo inquérito é ali titulado.

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