O balanço do trágico acidente rodoviário ocorrido no passado sábado, 5 de setembro, na ilha do Fogo, em Cabo Verde, fixou-se em 25 mortos, segundo confirmaram as autoridades locais e o Presidente da República, José Maria Neves. A grande maioria das vítimas mortais é composta por crianças e jovens estudantes do ensino básico e secundário, oriundos das localidades de Curral Grande e Ponta Verde.
O sinistro aconteceu ao final da tarde na estrada montanhosa que faz a ligação entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, no norte do município de São Filipe. O veículo de passageiros, que transportava mais de trinta pessoas, despistou-se numa curva acentuada, saiu da faixa de rodagem e precipitou-se de uma altura de cerca de 30 metros, indo embater violentamente num barranco rochoso de muito difícil acesso.
De acordo com as autoridades locais de educação, a viagem não se tratava de uma iniciativa oficial de nenhuma escola, mas sim de uma excursão anual organizada a título privado pelo próprio condutor do autocarro. O motorista, que também faleceu no acidente, realizava esta viagem como um presente de fim de férias para os alunos que habitualmente transportava durante o ano letivo, após uma visita à zona turística do vulcão Pico do Fogo.
Médicos mobilizados
Os sobreviventes foram socorridos no local por equipas de emergência e bombeiros, que enfrentaram sérias dificuldades devido à complexidade do terreno, sendo posteriormente levados para o Hospital Regional São Francisco de Assis. O pessoal médico que se encontrava de férias foi mobilizado de urgência para reforçar o atendimento aos feridos, muitos dos quais deram entrada com politraumatismos graves e lesões severas.
Perante a magnitude daquela que já é considerada a maior catástrofe de transporte no país, o Governo de Cabo Verde decretou dois dias de luto nacional. O presidente José Maria Neves, que esteve presente nas cerimónias fúnebres de várias das vítimas, apelou ao apoio psicológico imediato para as famílias afetadas, enquanto a polícia prossegue com as investigações para apurar se a tragédia se deveu a uma falha mecânica nos travões.
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