Comprar no Paraguai continua sendo uma tentação para quem vai a Foz do Iguaçu. É quase impossível chegar à Tríplice Fronteira e não cruzar a Ponte da Amizade em busca de iPhones, eletrônicos, cosméticos, perfumes, brinquedos e, agora, claro… os emagrecedores que, apesar de terem legalmente a entrada barrada no Brasil, viraram a febre do momento. Mas, na hora de pagar, as dúvidas atingem 10 entre 10 viajantes: vale mais levar dólar em espécie ou pagar em real? Dá para usar Pix? E passar no cartão de crédito ou conta global?
Nesta semana eu atravessei a fronteira (a pé mesmo!) e fiz simulações nas principais lojas de Ciudad del Este – Cell Shop, Nissei, Shopping China, Mega Eletrônicos e New Zone – para comparar as formas de pagamento na prática.

Esse teste de compras no Paraguai foi feito nesta segunda-feira (3 de agosto), pela manhã, entre 9h e 13h. Naquele momento, o dólar comercial estava a R$ 5,07. Confira abaixo como foi o teste – e, no fim, algumas dicas de câmbio, cota e transporte, especialmente se você vai atravessar a ponte pela primeira vez.
Veja também:
Resumo do teste (para quem tem pressa)
- Não existe resposta única: a melhor forma de pagamento muda de loja para loja.
- Dinheiro em espécie (real ou dólar) foi competitivo em todas as lojas.
- Pix é prático, mas quase sempre sai com cotação pior.
- Conta global compensa quando a taxa da loja é baixa (3% a 3,5%) e quando gera milhas
- Cartão de crédito brasileiro só fez sentido para parcelar produtos caros
- Milhas entram como desempate: a Revolut é a única conta global que pontua no débito, e no crédito o spread do banco costuma comer o acúmulo.
- E o mais importante: pergunte o valor final em cada forma de pagamento antes de fechar a compra. A diferença aparece no caixa, não na vitrine.
Primeira regra: não há regras no Paraguai
A primeira conclusão é que não existe uma resposta única. A melhor forma de pagamento muda de acordo com a loja, a cotação usada no dia e as taxas aplicadas no cartão ou no Pix.
Em geral, encontrei este cenário:
| Forma de pagamento | Quando vale a pena | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Dólar em espécie | Quando comprado com boa cotação (geralmente em Foz) | Exige comprar e carregar dinheiro vivo |
| Real em espécie | Quando a loja usa cotação competitiva | Pode empatar ou até superar casas de câmbio; exige carregar dinheiro vivo |
| Pix | Prático e aceito em praticamente todas as lojas | Tem taxas adicionais em quase todos os casos |
| Débito internacional / conta global | Bom se o dólar da conta estiver barato e a taxa da loja for baixa | Lojas cobram taxas e cotação das máquinas paraguaias varia |
| Cartão de crédito brasileiro | Pode ser útil para parcelar ou em emergências | Spread dos bancos brasileiros castiga; cotação das máquinas paraguaias variam |
Quanto cada loja cobrava em cada meio de pagamento
Veja as condições encontradas nas simulações:
| Loja | Real/dólar em espécie | Pix | Taxa Débito internacional | Taxa Crédito |
|---|---|---|---|---|
| Cell Shop | R$ 5,19 | R$ 5,33 | +3%(*) | +5%(*) |
| Nissei | R$ 5,23 | R$ 5,40 | Preço de lista(*) | Preço de lista(*) |
| Shopping China | R$ 5,24 | +4,6%(*) | +8%(*) | +8%(*) |
| Mega Eletrônicos | R$ 5,21 | R$ 5,34 | +3,5%(*) | +5,5%(*) |
| New Zone | R$ 5,25 | R$ 5,25 | R$ 5,38 (Variável*) | R$ 5,38 (Variável*) |
Condições apuradas pelo Melhores Destinos em 3 de agosto de 2026, entre 9h e 13h. Cotações e taxas mudam diariamente e podem variar até entre filiais da mesma loja.
(*) O preço de lista cobrado na Nissei é um segundo preço de etiqueta, que é o cobrado para pagamentos em cartão. Bem desvantajoso.
(*) As taxas de Pix no Shopping China e de débito/crédito na Cell Shop e Shopping China são cobradas acima do valor da cotação do dólar;
(*) A cotação de débito e crédito da New Zone é alguns centavos acima da de pix e pode ser vantajosa em alguns casos

Repare que cada loja tem uma lógica própria – e isso é parte da resposta.
Cell Shop, Mega Eletrônicos e Shopping China trabalham com acréscimo percentual sobre o preço em dólar quando você paga no cartão. Isso facilita um pouco a vida: basta somar ao valor do produto em dólar o percentual correspondente ao meio de pagamento que você pretende usar.
A New Zone, por sua vez, cobra em dólar, mas usando uma cotação em real definida por ela. Na minha visita, era R$ 5,25 no dinheiro ou no Pix e R$ 5,38 nos cartões, seja de débito ou de crédito. Achei essa forma fácil de entender também.
Já a Nissei tinha boa cotação em dólar, mas era absolutamente a mais desvantajosa para quem usa cartão ou pix. A loja simplesmente tem duas etiquetas: uma para quem paga em espécie e outra, mais cara, para quem paga no cartão – o chamado “preço de lista”. Um MacBook saía por US$ 755 em espécie ou US$ 815 no cartão. Já um Apple Watch SE 3 custava US$ 295 em espécie ou US$ 318 no cartão. Em ambos os casos, quase 8% de diferença. Some a isso o IOF e as possíveis taxas da maquininha. Totalmente desvantajoso.
Enfim, não adianta procurar um padrão: não existe. Em outras lojas, as taxas podem ser menores ou maiores. Por isso a pergunta no balcão vale mais do que qualquer tabela – inclusive esta aqui.

Levar dólar em espécie vale a pena?
Sim, comprar em espécie vale a pena e será mais barato. Mas só se você pagar barato no dólar. E aí está a pegadinha.
Em geral, comprar dólar no Brasil sai caro. A exceção é Foz do Iguaçu, onde dá para comprar em média R$ 0,20 mais barato do que nas principais casas de câmbio de São Paulo ou do Rio. Em relação a outras cidades, a diferença pode ser ainda maior.
Em uma consulta rápida no mesmo dia do teste, a Atlas Câmbio, uma das casas mais tradicionais de Foz, cobrava R$ 5,24 pelo dólar – bem próximo da cotação usada por algumas lojas do outro lado da ponte. O problema de deixar para comprar só em Foz é depender da disponibilidade do dia, principalmente em datas de muito movimento como Black Friday e Crazy Week.
A regra aqui é simples: antes de comprar dólar em espécie, compare a cotação da casa de câmbio com a cotação que a loja está usando no real. Quase sempre comprar dólar na sua cidade não vai valer a pena. Em Foz, vale.

Conta global vale a pena no Paraguai? Depende
A conta global pode valer a pena, mas não em todos os casos. Isso porque as lojas cobram taxas adicionais no débito. Então, apesar de as contas entregarem um dólar mais barato, o custo dessas taxas precisa ser somado antes de comparar com o preço em espécie. É claro que, no fim das contas, o cartão é muito mais prático – mas, querendo ou não, uma compra grande pode ter uma diferença considerável em dólares.
Além disso, o cenário das contas globais hoje merece atenção, porque elas não custam a mesma coisa.
A Revolut, por exemplo, é uma das opções que não cobra IOF e não cobra spread até um determinado volume mensal, que varia de R$ 1.000 a R$ 20.000 conforme o plano do cliente. Isso a coloca à frente de opções conhecidas como Nomad, Wise, Nubank Ultravioleta e as contas globais de Itaú, Inter e Santander. Já a ARQ (ex-DollarApp) é uma alternativa intermediária, com spread interessante e sem IOF.

A Revolut me vendia dólar a R$ 5,07 — a cotação comercial, limpa, sem spread e sem IOF. Isso não é mágica: é uma condição promocional que a fintech mantém desde março, e explico logo abaixo como ela funciona.
Na largada, isso colocava a conta global na frente das demais, por isso foi a que escolhi no meu teste. Vale destacar ainda que ela é a única conta global que ainda rende milhas nas compras no débito.
Mas essa vantagem diminuía – ou desaparecia – quando a loja cobrava taxa no cartão. Então vamos comparar:
Revolut x Pix x espécie: quanto ficou o dólar em cada loja
Para comparar de verdade, peguei o dólar da Revolut, somei a taxa que cada loja cobra no débito e coloquei lado a lado com o Pix e com o dinheiro em espécie. Assim dá para ver quanto custou, na prática, cada dólar gasto:
| Loja | Dinheiro | Pix | Débito com Revolut | Mais barato |
|---|---|---|---|---|
| Cell Shop | R$ 5,19 | R$ 5,33 | R$ 5,22 | Dinheiro, por pouco |
| Mega Eletrônicos | R$ 5,21 | R$ 5,34 | R$ 5,25 | Dinheiro, por pouco |
| Shopping China | R$ 5,24 | R$ 5,48 | R$ 5,48 | Dinheiro, com folga |
| New Zone | R$ 5,25 | R$ 5,25 | R$ 5,38 | Dinheiro ou Pix |
| Nissei | R$ 5,23 | R$ 5,40 | R$ 5,47 | Dinheiro, com folga |
O que essa tabela mostra:
- O dinheiro em espécie ganhou nas cinco lojas. Não teve exceção.
- Mas em duas delas a diferença foi mínima. Na Cell Shop e na Mega Eletrônicos, a Revolut ficou apenas 3 e 4 centavos por dólar atrás do dinheiro — menos de 1%. Numa compra de US$ 1.000, isso são R$ 30 a R$ 40. Considerando que você não precisa carregar dinheiro vivo, pegar Uber para ir até a casa de câmbio, não arrisca ficar andando com dinheiro e ainda acumula RevPoints, é um empate técnico que pode pender para o cartão.
- A Revolut bateu o Pix em duas lojas, empatou em uma e perdeu em duas. Ou seja: se você não quer levar dinheiro, a conta global costuma ser melhor que o Pix — mas não sempre. Vale perguntar sobre as duas.
- Onde a loja pesa a mão, não tem conta global que salve. No Shopping China (8%) e na Nissei (preço de lista), a Revolut sai quase 5% mais cara que o dinheiro, apesar de ser a conta com o dólar mais barato do mercado.
Resumindo: com taxas de 3% a 3,5%, a conta global compete de igual para igual. Com taxa de 8% ou preço de lista, deixa de fazer sentido.

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Cartão de crédito: use só para emergência ou para produtos muito caros no Brasil
O cartão de crédito acaba sendo a forma mais cara de todas de pagar no Paraguai. Além das taxas das lojas, que vão de 5% a 8%, mais o IOF de 3,5% cobrado no Brasil, a grande maioria dos bancos ainda cobra spreads altos nos cartões de crédito.
Estamos falando principalmente dos bancões — Itaú, Bradesco, Santander, C6, Nubank, Inter —, que aplicam uma taxa de até 6% acima da cotação na conversão da compra internacional. Ou seja: além dos 5,5% da loja e dos 3,5% de imposto, tem mais até 6% do banco. Confira aqui o nosso ranking de spread.

Nem o acúmulo mais generoso de milhas — de até 5 pontos por dólar, dependendo do cartão — vai compensar as taxas cobradas pelas lojas somadas ao spread dos bancos.
Os poucos cartões que escapam dessa lógica são os de spread zero ou spread baixo, mais comuns em cooperativas de crédito. Vale checar o spread do seu cartão antes de viajar.
E o parcelamento?
Sim, dá para parcelar usando cartão de crédito nas grandes lojas do Paraguai. Os estabelecimentos usam sistemas brasileiros como o VoucherPay: você se cadastra no aplicativo, informa os dados do seu cartão e faz o parcelamento por meio desse intermediário.
Mas atenção: há juros nesse sistema, e eles são salgados: chegam a cerca de 18% no parcelamento máximo, em 10 vezes. A vantagem é que o app mostra o valor das parcelas antes de você fechar a compra, então dá para simular sem susto.
Ainda assim, pode fazer sentido em produtos mais caros, como iPhones topo de linha ou MacBooks (exceto o Neo, que costuma ter ofertas no Brasil), quando a diferença para o Brasil é realmente grande. Mas é preciso calcular com calma: em alguns casos, o preço parcelado pode ficar muito próximo do valor encontrado no varejo brasileiro em promoções, cashback ou campanhas de milhas.
Antes de parcelar, compare o preço final com ofertas no Brasil.
Vale acompanhar também o Melhores Descontos, nosso site irmão, que sempre publica boas oportunidades nos principais varejistas brasileiros. 100% gratuito e com grupos de WhatsApp para você receber as melhores ofertas de Amazon, Mercado Livre, Magalu, Shopee e outras lojas.
Atenção às maquininhas
Um detalhe importante: no Paraguai, muitas compras no cartão são processadas em guarani, mesmo quando o produto está anunciado em dólar.
Isso pode gerar uma dupla conversão: primeiro de dólar para guarani, depois para o cartão ou conta internacional. Além disso, maquininhas diferentes podem aplicar condições diferentes.
Eu fiz quatro compras e percebi o uso de três maquininhas diferentes. Em algumas, o valor passou sem taxa extra aparente. Em outras, o valor final mudou. Por isso, sempre confira o total antes de aproximar o cartão ou digitar a senha.
E se a maquininha perguntar se você quer pagar em reais: recuse. Isso é a chamada conversão dinâmica de moeda, em que a máquina aplica a própria cotação – sempre pior. Escolha sempre a moeda local (guarani).
Quanto dá para trazer: a cota de US$ 500 em compras

De nada adianta economizar e perder na volta. Quem atravessa a Ponte da Amizade – ou qualquer fronteira terrestre – tem direito a uma cota de isenção de US$ 500 por pessoa. Vale lembrar que, nas viagens por via aérea (chegando ao Brasil), o limite é maior: US$ 1.000. As regras:
- Uma vez a cada 30 dias. Fez o bate-volta e voltou duas semanas depois? Na segunda vez, não há cota.
- A cota é individual e intransferível. Não dá para somar a sua com a do cônjuge para cobrir um item de US$ 1.000.
- Acima da cota, o imposto é de 50% sobre o excedente. Comprou US$ 700? Paga 50% sobre os US$ 200 que passaram, ou seja, US$ 100.
- A cota terrestre é única e considera o total comprado em qualquer país vizinho na mesma viagem.
- A declaração é feita pela e-DBV, no site da Receita Federal, e o pagamento acontece na aduana da ponte. Ser flagrado sem declarar na estrada significa apreensão, sem chance de pagar depois.
Como é a fiscalização na Ponte da Amizade?
Aleatória. É bem verdade que a maioria das pessoas não é parada, mas é bom não contar com a sorte. Eu vou com frequência ao Paraguai – só neste ano já fui quatro vezes – e fui parado em apenas uma delas, na volta, para revista das compras. Como estava dentro da cota e com produtos legais, não perdi nada.
E não importa se você está a pé, de carro, de moto ou de ônibus. Não importa o horário nem o dia da semana: sempre haverá fiscalização da Polícia Federal, da Receita Federal e dos demais órgãos. Há também períodos de fiscalização reforçada, como durante a Operação Ágata, quando entram a Força Nacional e o Exército e bem mais gente é parada.
Um ponto que mudou: a fiscalização deixou de olhar só o valor. A Receita passou a cruzar dados de comportamento e frequência de travessia para identificar quem compra para revender. Estar abaixo de US$ 500 não é mais salvo-conduto automático se o perfil da compra parecer comercial – dez unidades do mesmo perfume, por exemplo.
E o que nem com cota pode entrar: peças automotivas não são consideradas bagagem acompanhada e não usam a cota, tendo que pagar imposto de importação. Cigarros e bebidas têm limites próprios de quantidade.
Perguntas e respostas frequentes sobre compras no Paraguai
Qual a melhor forma de pagar no Paraguai?
Não há uma única resposta. No nosso teste, dinheiro em espécie (real ou dólar) foi competitivo em todas as lojas, e a conta global só ganhou onde a taxa da loja no cartão era baixa, de 3% a 3,5%. Onde a loja cobrava 8% ou usava “preço de lista”, o dinheiro venceu com folga.
É melhor pagar em real ou em dólar?
No geral, tanto faz, desde que você confira a cotação que a loja está usando. As grandes lojas de Ciudad del Este anunciam em dólar, mas aceitam real convertendo por uma cotação própria. Se a cotação da loja estiver melhor que a da sua casa de câmbio, pague em real e pronto. As cotações são exibidas nos sites oficiais das lojas.
Pix funciona em Ciudad del Este?
Sim, é aceito em quase todo lugar, mas quase sempre com uma cotação pior que a do dinheiro em espécie – nas lojas que testei, a diferença ficou entre 3% e 4,5%.
Vale a pena pagar no cartão para acumular milhas?
Só quando o custo extra é menor que o valor dos pontos — e isso é mais raro do que parece. No débito, a Revolut é a única conta global que pontua, e como o câmbio dela sai sem spread e sem IOF, o acúmulo é praticamente líquido. No crédito, o acúmulo é maior, mas o spread cobrado pelo banco costuma anular a vantagem, exceto em cartões de spread baixo.
Quanto custa um iPhone no Paraguai?
Depende do modelo e do dia, mas a economia costuma ficar entre 30% e 45% em relação ao preço de tabela no Brasil. Nas pesquisas de referência de 2026, um iPhone 17 Pro de 256 GB aparece em torno de US$ 1.240 a US$ 1.265 em Ciudad del Este, contra mais de R$ 10 mil no Brasil. O detalhe importante é que qualquer iPhone da linha atual estoura a cota terrestre de US$ 500: no exemplo acima, seriam US$ 740 de excedente e US$ 370 de imposto se você declarar. Mesmo assim, a conta normalmente segue favorável — só não é o “metade do preço” que circula por aí.
O que mais vale a pena comprar em Ciudad del Este?
Eletrônicos da Apple, notebooks, perfumes importados, skincare, bebidas e brinquedos são os campeões. O que costuma não valer é o que tem pouca margem no Brasil ou depende de assistência técnica local. Roupas também têm valido pouco a pena.
As lojas dão garantia?
As grandes costumam oferecer garantia internacional ou regional, válida no Paraguai e no Brasil, mas isso varia por produto e por marca. Pergunte antes de fechar, teste o produto ainda no balcão e guarde a nota fiscal – sem ela, você não tem como comprovar a compra nem na garantia nem na aduana.
Preciso de passaporte para entrar no Paraguai?
Não. Brasileiros podem entrar com documento de identidade original em bom estado, com foto que permita identificação. Passaporte também é válido. E você precisa sempre de um documento desses para fazer compra nas lojas paraguaias sem imposto.
Uber atravessa a Ponte da Amizade?
Não. Aplicativos de transporte não têm autorização para cruzar a fronteira. Eles deixam você na Banca do Mineiro, bem perto da aduana, e a travessia é feita a pé, de mototáxi, van ou ônibus internacional. Você também pode contratar uma van direto de Foz ou pegar um ônibus internacional saindo do centro da cidade.
Qual é o melhor horário para atravessar?
Cedo, de preferência antes das 9h, e em dia de semana. É por isso que as agências de transfer saem de Foz nesse horário: depois disso, a fila na Ponte da Amizade forma quilômetros de congestionamento. Fins de semana, feriados e véspera de datas comemorativas são também movimentados.
Dá para ir e voltar no mesmo dia?
Dá, e é o que a maioria faz. Saindo de Foz do Iguaçu cedo, voltando às 14h ou 15h de Ciudad del Este é suficiente para visitar as principais lojas do centro comercial, que ficam praticamente todas na mesma região. Só lembre-se de que as lojas paraguaias fecham mais cedo do que se imagina, muitas por volta das 16h, e que quase tudo fecha aos domingos. As principais lojas (Cell Shop, Shopping China, New Zone), abrem à noite e aos domingos.
Quanto posso trazer do Paraguai sem pagar imposto?
US$ 500 por pessoa, entrando por via terrestre, e apenas uma vez a cada 30 dias. Acima disso, o imposto é de 50% sobre o valor que ultrapassar a cota, com declaração pela e-DBV. Quem entra no Brasil por via aérea tem cota de US$ 1.000.
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