Sindicato elogia ex-gestor da TAP para pedir reflexão – Observador

“Obrigado, Mário Chaves, pelo trabalho desenvolvido na TAP e pela capacidade para encontrar soluções com os Pilotos, mesmo quando partíamos de posições diferentes”. É assim que o SPAC (Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil) parte para o elogio do gestor que saiu há pouco tempo da TAP.

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O SPAC, em comunicado aos associados, realça o papel de Mário Chaves, que merece elogios por parte do sindicato. Mário Chaves era administrador da TAP desde 2023, mas começou a sua carreira como piloto em 1998, tendo sido comandante e instrutor da TAP até 2013.

Para o Sindicato, “a saída do COO, Mário Chaves, constitui, na perspetiva do SPAC, mais um exemplo das limitações deste modelo acionista. Num mercado internacional onde escasseiam quadros qualificados e com experiência efetiva na gestão operacional de companhias aéreas, faltou visão e vontade para criar as condições necessárias à retenção de um responsável que teve um papel relevante na recuperação e estabilização da TAP no período pós-Covid. Os resultados são objetivos e mensuráveis. Regularidade, conectividade, pontualidade, transferência de passageiros e bagagem, robustez operacional e capacidade de resposta à disrupção evoluíram de forma significativa, aproximando a TAP, em diferentes indicadores, dos melhores operadores europeus.”

Admite que houve divergências dos pilotos com Mário Chaves, mas, acrescentam, “foi possível manter interlocução, negociar e alcançar diversos entendimentos nos quais os pilotos aceitaram, de forma temporária e voluntária, flexibilizar algumas condições do seu Acordo de Empresa para responder a dificuldades operacionais excecionais e às circunstâncias do mercado”.

Daí que aproveite esta saída para pedir uma reflexão ao Estado, agora que está a privatizar a TAP. “Portugal não pode querer empresas competitivas à escala internacional e, simultaneamente, revelar dificuldade em reter alguns dos seus quadros mais qualificados”.

A privatização deverá, assim, acrescenta o Sindicato, “ser uma oportunidade para proporcionar à TAP um acionista com capacidade financeira, visão industrial, cultura de longo prazo e verdadeira autonomia empresarial; um acionista que compreenda que eficiência e sustentabilidade também se constroem através da capacidade de atrair, desenvolver e reter as melhores pessoas”. E numa altura em que a decisão sobre a privatização se aproxima, o SPAC pede ainda que a escolha “seja feita exclusivamente no interesse da sustentabilidade, do crescimento e da prosperidade futura da TAP”, porque “esta privatização é demasiado importante para a companhia, para os seus trabalhadores e para o país para poder correr mal”.


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