A camisola do Uruguai, de um azul-celeste manso e histórico, conta com quatro estrelas em cima do escudo, o que sugere quatro títulos mundiais. Tem sido motivo de conversa agora que estão a jogar mais uma edição deste torneio especial (estrearam-se com um empate).
Mexendo nos arquivos, para escapar às armadilhas da memória, confirmamos: os uruguaios conquistaram o Campeonato do Mundo em duas ocasiões.
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Logo à primeira, num torneio organizado em casa, no primeiro dos primeiros, o Uruguai conquistou o Mundial, em 1930. Depois de superar Peru e Roménia na fase de grupos, os uruguaios, que deslizaram nos golos de Pedro Cea, bateram a Jugoslávia, por 6-1, na semifinal. Na final, no Estádio Centenário de Montevidéu, os uruguaios tiraram o pio aos argentinos: 4-2.
Vinte anos depois, deu-se o tal ‘maracanazo’, cortesia de Alcides Ghiggia. Os uruguaios calaram o Maracanã e sagraram-se bicampeões mundiais, imitando assim o que a Itália fez em 1934 e 1938.
Voltemos então às quatro estrelas. Antes de haver Campeonato do Mundo, a FIFA organizou torneios olímpicos de futebol e foi aí que o Uruguai levantou dois troféus em 1924 e 1928, em Paris e Amesterdão, o que originou esta batalha narrativa daqueles senhores da terra de Eduardo Galeano.
Se o torneio olímpico era organizado pela FIFA e foi depois substituído pelo Campeonato do Mundo, os dirigentes da federação uruguaia de futebol concluíram que conquistaram o trono mundial em quatro ocasiões.
Segundo a TYC Sports, a FIFA exigiu em 2021 que Uruguai reduzisse as estrelas na camisola oficial da seleção nacional. Mas encontrou a oposição da Asociación Uruguaya de Fútbol, que continua a entender o torneio olímpico equivalente ao Campeonato do Mundo.
Gastón Tealdi, depois de conversar com Gianni Infantino, presidente da FIFA, confirmou recentemente que aquele dirigente confirmou à federação uruguaia “que enquanto não for oficial não será nada alterado na camisola”, pelo que continuaremos a ver as quatro estrelas no escudo uruguaio.
Se entendermos os Mundiais apenas como Mundiais como os conhecemos, ou seja com início em 1930, apenas três seleções alcançaram as quatro estrelas: Alemanha, Itália e Brasil. Os últimos, em 2002, deram um passo em frente e tocaram no céu com o penta.
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