O primeiro prédio projetado com torção estrutural da América Latina, localizado em Fortaleza, começa a ganhar forma. No cruzamento da Avenida Desembargador Moreira, na Aldeota, com Rua Maria Tomásia, já é possível ver o inédito formato do HB Square, um prato cheio para entusiastas de arquitetura e engenharia.
Com conclusão prevista para setembro de 2027, o empreendimento terá 115 metros de altura e cerca de 30 pavimentos corporativos, devendo se tornar o edifício comercial mais alto de Fortaleza.
A proposta arquitetônica prevê deslocamentos sucessivos entre os pavimentos, criando o efeito de torção que marca a identidade visual da torre.
“O grande desafio do HB Square está justamente na sua geometria. Cada pavimento exige um deslocamento milimétrico em relação ao anterior, o que demanda um nível de precisão estrutural muito elevado. Para isso, foi necessário reestudar processos, recalcular formas e adaptar tecnologias. É uma obra que exige uma integração muito grande entre projeto, engenharia e execução”, explica Ricardo Ary Filho, engenheiro civil e sócio-diretor da BTB Engenharia, responsável pela obra.
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Obra fica na Av. Desembargador Moreira com Rua Maria Tomásia.
Kid Júnior.
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Prédio será o primeiro da América do Sul com essa característica arquitetônica.
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Projeto do HB Square
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Impressão de movimento
Segundo o engenheiro, a complexidade da estrutura fez com que diferentes etapas da execução fossem planejadas considerando a posição de cada pavimento e também a relação entre eles ao longo da altura da torre. O resultado é uma construção que modifica gradualmente sua posição em relação ao eixo vertical. É daí que vem a impressão de movimento característica do projeto.
“Quando a torção começa a aparecer de forma clara, é possível compreender melhor a dimensão do desafio que existe por trás daquele desenho. Para quem observa de fora, pode parecer simplesmente uma forma diferente. Para a engenharia, cada pavimento representa uma série de decisões e controles que precisam estar absolutamente alinhados para que a geometria prevista seja reproduzida na obra”, afirma Ricardo Ary.
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