João Lourenço, que discursou após receber o seu homólogo gabonês, Brice Clotaire Oligui Nguema, que hoje iniciou uma visita de Estado de dois dias a Angola, reafirmou “os laços históricos e fraternos” que unem os dois países e considerou que os povos angolano e gabonês “estão ávidos por ver os seus países cada vez mais próximos”.
Considerou também que esta deslocação é um “sinal bastante positivo” e uma oportunidade para tratar de “questões do desenvolvimento dos dois países para o crescimento, a estabilidade e a segurança” da região e do continente.
Reconhecendo o interesse no reforço das relações de amizade e de cooperação bilateral, o Presidente angolano afirmou que é preciso “trabalhar afincadamente” para que sejam transformados em oportunidades estratégicas de cooperação e integração, já que as relações bilaterais “ainda não atingiram os níveis desejados” e “exigem outro dinamismo”.
“Estou convencido que esta visita será crucial para melhorar este quadro e pôr em marcha a revitalização dos acordos existentes para assegurar a sua plena implementação, ou com a assinatura de novos instrumentos jurídicos”, disse.
O chefe de Estado angolano destacou também que a parceria deve impulsionar iniciativas capazes de atrair investimentos de parceiros internacionais e que foram já identificadas ações a serem realizadas a nível da cooperação bilateral “em domínios de grande interesse para os nossos países”.
Apelou ainda à conjugação de esforços para garantir a paz, a estabilidade e a segurança em África, defendendo que o primeiro passo deve ser dado ao nível interno de cada um dos países, para que “reine a estabilidade, a convivência salutar entre as diferentes sensibilidades políticas nacionais” e consenso em torno dos “grandes desafios do desenvolvimento, da defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas”.
A visita de Estado de Brice Nguema a Angola decorre num momento de proximidade entre os dois países, quase um ano depois de João Lourenço se deslocar a Libreville para uma visita oficial.
Oligui Nguema chegou ao poder em 30 de agosto de 2023, ao liderar o golpe que derrubou o seu primo Ali Bongo no próprio dia em que eram anunciados os resultados eleitorais desse ano.
Em abril de 2025, venceu as eleições presidenciais com 94,85% dos votos, tendo prestado juramento em 3 de maio de 2025, formalizando constitucionalmente o fim da dinastia Bongo, que esteve no poder durante 55 anos.
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