Premiê do Haiti conhece ‘melhor Washington do que o próprio país’, afirma correspondente do BdF

Os haitianos segue mobilizados em protestos nas ruas do país por menor custo de vida e mais segurança em meio à escalada de violência das gangues. Enquanto isso, o primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé parece não ter tempo para ouvir as demandas da população. Pela terceira vez em um ano, Aimé cumpre agenda diplomática nos Estados Unidos.

A correspondente do Brasil de Fato no Haiti, Cha Dafol, lembra que Aimé foi colocado no poder em um conluio dos EUA. “A gente brinca no Haiti que ele conhece melhor Washington do que o próprio país. A gente não vê ele por aqui”, brinca Dafol, durante a participação semanal no Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

“O Estado atualmente no Haiti é completamente dependente de ajuda financeira internacional. Ele foi também lá para fazer essas articulações. Ele encontrou não só com representantes dos Estados Unidos, do governo do o Marco Rúbio, por exemplo, senadores, deputados, enfim, mas também com representante do FMI [Fundo Monetário Internacional], do Banco Mundial. Ele foi na ONU [Organização das Nações Unidas] também fazer um discurso que era praticamente o mesmo que ele fez seis meses atrás, porque a situação no país não avança”, critica.

 A força de repressão às gangues já está sendo implementada no país formada por soldados de países parceiros, mas Dafol lembra que é uma estratégia que tem pouca aprovação da população por experiências anteriores desastrosas, como foi a Minustah. “Foi uma força encabeçada pelo Brasil e que foi acusado de muitos crimes contra a população. Então isso já é uma uma decisão dele, né, de de fazer essa articulação com a ONU e do governo dos Estados Unidos que está financiando isso. Ele foi tentar acelerar isso.”

Além disso, o premiê foi pedir auxílio financeiro para realizar as eleições no país, uma promessa feita por ele, mas que, segundo a correspondente, é pouco provável que ocorra.

“Ele não dá resposta, ele não teve nenhum pronunciamento em relação às mobilizações sociais e populares que aconteceram neste mês de abril. Ele simplesmente saiu, voltou, falou da viagem dele e pronto”, critica.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.


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