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Na Figueira da Foz, em discurso, o primeiro-ministro assinalou que Portugal é um país com estabilidade política, económica e financeira.
“Como disse há pouco um representante da empresa [a multinacional norte-americana e alemã Hennig] que investe aqui na Figueira da Foz, é um país com bom ambiente de negócios, é um país com um bom povo, é um país com jovens qualificados, com boa localização do ponto de vista geográfico, é um país que hoje é mais amigo do investimento do que era ontem”, argumentou o chefe do Governo.
“E isto é simplesmente registar a evolução, não tem mais nenhum juízo que não seja esse, é olhar para a frente, não olhar para trás (…) dizemo-lo de peito aberto e convictamente”, vincou Luís Montenegro.
Acrescentou que o país quer cobrar menos impostos sobre quem trabalha e, deste modo, “premiar o esforço, o mérito, o resultado dos trabalhadores, e é um país que também quer premiar o resultado das empresas, para que as empresas tenham mais instrumentos para investirem mais”.
“É um país que, para pagar melhores salários, também tem de ter empresas mais lucrativas, porque as empresas não podem pagar aquilo que não produzem. [Portugal] é um país que sabe que para combater a pobreza, para combater a desigualdade, para combater a dificuldade, tem de criar riqueza”, frisou Luís Montenegro.
“A pobreza combate-se com a criação de riqueza”, reforçou.
Agradecendo aos empresários norte-americanos e alemães pelo investimento de 51 milhões de euros na Figueira da Foz – que visa a criação de cerca de 450 postos de trabalho – e pela confiança colocada no nosso país, o primeiro-ministro notou, no entanto, que se trata de “um obrigado que é moderado”.
“Porque confiam em Portugal, também, para ganharem dinheiro e para poderem ter os lucros legítimos e expectáveis nos vossos negócios. Isto é uma situação win-win, queremos ganhar todos”, destacou.
Sobre a relação económica de Portugal com os EUA e Alemanha, Luís Montenegro classificou-a como parcerias de topo, com dois parceiros com os quais o país tem feito um caminho de reforço da cooperação.
O primeiro-ministro voltou a dizer que, em 2025, Portugal bateu o recorde de investimento direto estrangeiro contratualizado na AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
Este dado, cujos valores não divulgou, foi um resultado só comparável ao verificado “quando se contratualizou o estabelecimento da Auto Europa [fábrica do grupo Volkswagen] em Portugal”, no início da década de 1990.
“No outro dia, disse isto na Assembleia da República, eventualmente não disse as palavras todas que disse agora, o que suscitou logo uma grande querela e uma imputação de que não era rigoroso, porque 2025 não foi o ano de maior investimento direto estrangeiro em Portugal. Foi o ano em que a AICEP, o Estado português subscreveu, contratualizou, o maior volume estrangeiro de investimento em Portugal”, insistiu Montenegro.
“Foi o que acabámos de fazer aqui, agora, foi o ano em que fizemos mais coisas destas, se quiserem, para ser assim uma proclamação mais direta”, justificou, aludindo ao contrato esta quinta-feira assinado entre os investidores e a AICEP, no valor de 7,7 milhões de euros.
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