Pesquisas na Margem Equatorial inserem Brasil em disputa estratégica na América do Sul, diz Batista – Diário do Amapá

 

Em fala no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), na manhã desta quarta-feira, 19, o diretor de captação de investimentos da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico, Antônio Batista, analisou os impactos e as próximas etapas da descoberta recente de hidrocarbonetos pela Petrobras na Margem Equatorial Foz do Amazonas.

 

Segundo o especialista, a identificação de indícios de petróleo logo na primeira perfuração é considerada um evento atípico e promissor. “Não é comum na indústria de petróleo uma primeira perfuração já identificar hidrocarbonetos. Isso mostra que o litoral do Amapá contempla uma riqueza que todos estão estimando em grandes proporções”, destacou.

 

Perspectivas de investimentos e próximas etapas

Apesar do entusiasmo do mercado, o diretor ressaltou que a confirmação da quantidade e da viabilidade comercial das reservas do poço ora em exploração dependerá do avanço das etapas técnicas seguintes. Somente a perfuração do poço onde ocorre a pesquisa demandou custo de cerca de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão). A fase de instalação das estruturas de produção deverá atrair investimentos ainda maiores.

 

A expectativa, respaldada por declarações da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, é de que o petróleo comece a jorrar no alto-mar do Amapá em um horizonte de cinco a seis anos, para depois então ser montada a infraestrutura submarina e das plataformas para a extração do óleo. Enquanto isso, a estatal conseguiu licenças para perfurar três novos poços na região.

 

Contexto regional e preparação local

Antônio Batista observou que o avanço das pesquisas no litoral amapaense insere o Brasil em uma disputa estratégica no mercado de energia da América do Sul. Enquanto o licenciamento brasileiro cumpriu exigências ambientais rigorosas, países vizinhos como a Guiana e o Suriname aceleraram suas atividades nos últimos anos, com a Guiana já registrando expressivos volumes de produção diária.

 

Diante da consolidação do projeto, o diretor da Agência Amapá destacou a urgência na preparação do estado. “O cenário exigirá forte qualificação da mão de obra local, profissionalização da cadeia de fornecedores e estruturação do ambiente de negócios para absorver os investimentos do setor petrolífero”, previu.

 



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