Mesmo os hábitos mais saudáveis podem ser prejudiciais quando levados ao extremo. Desde o excesso de suplementos para dormir, até mesmo aos treinos, é preciso ter cuidado para não cair em excesso.
Um artigo do Real Simple destaca oito destes hábitos.
1. Fazer treinos diários de elevada intensidade
O exercício físico contribui para a saúde do coração, melhora o humor e aumenta a longevidade, contudo, há muitos que confundem suor e dores musculares com progresso.
“O excesso de treinos sobrecarrega o coração, enfraquece a imunidade e acelera o desgaste das articulações”, destaca o médico Zaid Fadul.
Para além disto, estes treinos podem também levar a lesões crónicas, desequilíbrios hormonais, esgotamento mental e mesmo problemas de ritmo cardíaco e rigidez arterial. O segredo está em equilibrar a intensidade e o descanso.
2. Dormir demais
Dormir é essencial para a recuperação, mas em demasia não é recomendado, sobretudo se estiver a tentar compensar a privação de sono ou a combater a fadiga,
“Dormir regularmente mais de nove horas está relacionado com taxas mais elevadas de diabetes, doenças cardíacas e declínio cognitivo”, destaca Fadul.
Para além disso, dormir demais pode desregular o ritmo circadiano, fazendo-se sentir-se letárgico durante o dia. Por isso, o recomendado é de sete a nove horas por noite, procurando sempre manter uma rotina consistente.
3. Preocupar-se com a sua saúde
Prestar atenção em excesso à saúde pode ser desgastante. “A ansiedade relacionada com a saúde a longo prazo está ligada à depressão, ao transtorno de ansiedade generalizada e até mesmo a padrões obsessivo-compulsivos”, afirma Allison E. Gaffey, professora na Yale School of Medicine.
Esta recomenda adotar uma abordagem mais equilibrada. “Marque exames regulares e, entre eles, confie nos sinais vitais do seu corpo, a menos que surjam novos sintomas claros”.
4. Priorizar o trabalho
Se para muitas pessoas manterem-se ocupadas e produtivas é um sinal de compromisso e ambição, quando o trabalho se sobrepõe às relações, a sua resiliência emocional começa a desgastar-se.
Gaffey explica que a solidão é um fator de risco, uma vez que o isolamento social crónico pode aumentar o risco de mortalidade precoce, doenças cardíacas e declínio cognitivo.
Procure equilibrar o trabalho com conexões sociais com significado.
5. Forçar-se a ser positivo em vez de lidar com o stress
É fácil presumir que reprimir emoções difíceis seja um sinal de força, mas guardá-las é pior. “Quando suprimimos a nossa verdade, especialmente dor, medo ou tristeza, desencadeamos um estado crónico de stress fisiológico”, nota fundadora e diretora clínica da Cannectd Wellness Shari B. Kaplan.
“Fingir que está tudo bem quando não está avisa o seu sistema nervoso que a ameaça não passou, mantendo-o em estado de luta, fuga ou congelamento”, continua.
6. Recorrer a aplicações de mindfulness
“A dependência de aplicações pode inibir a sua capacidade de sentir-se seguro e conectado com o próprio corpo. Se só se acalma quando recorre a estas aplicações, o sistema nervoso não desenvolve resiliência, apenas adia o sofrimento”, afirma Kaplan.
O uso excessivo de tecnologia para se sentir melhor pode impedir o processamento completo das suas emoções.
7. Estar sempre ligado à internet para se destacar
Muitos associam produtividade constante a um propósito, mas essa mentalidade pode ser prejudicial. “A nossa cultura celebra o esgotamento disfarçado de ambição”, nota Kaplan.
“Quando nunca desacelera, o seu sistema nervoso vive em estado de alerta constante. Isto eleva o cortisol, aumenta a inflamação e causa desgaste nos sistemas imunológico, cardiovascular, metabólico e hormonal”.
Por isso, deverá sempre guardar um tempo apenas para ser e não estar sempre ocupado.
8. Restringir a dieta
“Comer menos do que o necessário de forma consistente pode, e muito provavelmente irá causar deficiências nutricionais”, afirma a nutricionista Lena Bakovic.
“Outros efeitos potenciais incluem maior perda de massa muscular, progressão da osteoporose e osteopenia, e aumento do risco de quedas e fraturas”.
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