Novas investigações internacionais estão a reforçar uma ideia cada vez mais defendida pela ciência: o risco de Alzheimer e de declínio cognitivo pode ser significativamente reduzido através de hábitos de vida saudáveis, mesmo em pessoas com predisposição genética para a doença.
De acordo com o jornal NBC News, dois estudos apresentados na conferência da Alzheimer’s Association, em Toronto, indicam que fatores como a prática de exercício físico, a alimentação equilibrada e o treino cognitivo podem atrasar o aparecimento da doença e proteger a saúde do cérebro ao longo dos anos.
A descoberta surge como uma mensagem de esperança para pessoas como Kristin Richardson, que descobriu ser portadora do gene APOE4, associado a um risco mais elevado de desenvolver Alzheimer. Perante essa informação, decidiu mudar radicalmente o estilo de vida, apostando em exercício físico, sono regulado, alimentação saudável e estímulo cognitivo diário.
Um dos estudos analisou quase 3.000 adultos mais velhos ao longo de 10 anos e concluiu que caminhar regularmente está associado a uma melhoria da função cognitiva e a uma redução do declínio mental, especialmente em pessoas com risco genético elevado.
Os investigadores verificaram que, entre os portadores do gene APOE4, o impacto positivo da caminhada era ainda mais significativo. Em alguns casos, níveis mais elevados de atividade física estavam associados a melhorias mensuráveis no desempenho cognitivo ao longo do tempo.
Segundo os especialistas, a caminhada ajuda a estimular a produção de BDNF, uma proteína essencial para a saúde das células cerebrais, associada à memória, aprendizagem e bem-estar emocional.
O segundo estudo, realizado com participantes da França, Japão e Finlândia, analisou o impacto de intervenções combinadas no estilo de vida. Entre elas estavam o treino cognitivo, o exercício físico estruturado e o aconselhamento alimentar.
Os resultados mostraram que os benefícios foram ainda mais expressivos em pessoas com predisposição genética para Alzheimer, sugerindo que o estilo de vida pode ter um papel determinante na evolução da doença.
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