“Esta realidade coloca-nos desafios permanentes na construção, manutenção e conservação das infraestruturas rodoviárias, agravados pela escassez de materiais adequados em muitas regiões do país, pelos elevados custos de transporte desses materiais e pelos impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas”, disse o diretor-geral adjunto da Administração Nacional de Estradas (ANE), Miguel Coanai, citado numa nota da instituição, divulgada hoje.
Segundo o comunicado, o objetivo foi apresentado, em Maputo, pelo ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, na abertura do seminário sobre novas tecnologias para a construção e manutenção de estradas, promovido no âmbito do programa governamental “Mais Estradas — 2031”, que reuniu técnicos da ANE, engenheiros, consultores, empreiteiros e parceiros do setor para discutir soluções adaptadas às condições do país.
Miguel Coanai afirmou que o encontro pretende avaliar, com base em critérios técnicos e científicos, tecnologias capazes de aumentar a resistência, a durabilidade e a sustentabilidade das estradas, defendendo a realização de testes antes da sua adoção em futuros projetos rodoviários.
“A ANE está totalmente empenhada em acompanhar todo o processo de testagem, monitorização e avaliação das secções experimentais que venham a ser implementadas”, garantiu.
Na mesma sessão, João Matlombe afirmou que Moçambique está a testar diferentes tecnologias em várias regiões e a analisar experiências de países vizinhos para identificar soluções mais adequadas às características dos solos nacionais.
O ministro explicou que o seminário permitiu reunir empreiteiros e especialistas para apresentar tecnologias já testadas no país e discutir a sua aplicação de acordo com as características geológicas de cada província, com vista a reduzir a degradação das vias, sobretudo durante a época chuvosa, e aumentar a eficiência dos investimentos públicos.
Com o programa “Mais Estradas — 2031”, o Governo pretende reabilitar e construir mais de 3.500 quilómetros de estradas em todas as províncias, reforçando os corredores de escoamento da produção agrícola, a ligação entre distritos e províncias e a resiliência da rede rodoviária nacional face aos impactos das alterações climáticas.
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