A MBRF anunciou, em nota, um investimento de US$ 70 milhões na ampliação de seu complexo industrial de proteína bovina em Tacuarembó, no norte do Uruguai. A capacidade produtiva da planta foi expandida significativamente, com destaque para a linha de industrializados.
A produção de hambúrgueres saltará 350%, passando de 200 para 900 toneladas mensais — o equivalente a cerca de 500 mil unidades por dia. Com esse incremento, a companhia reforça sua posição como a maior produtora global da categoria. Além disso, o volume de abate diário subirá de 900 para 1.400 animais, um crescimento de aproximadamente 55%, consolidando a unidade como a de maior porte no país.
A infraestrutura local também recebeu melhorias, incluindo o aumento do limite das câmaras de pré-resfriamento (de 1.800 para 2.800 animais) e a instalação de um novo túnel de congelamento com suporte para 21 mil caixas.
Este aporte reafirma a relevância do Uruguai na estratégia internacional da MBRF. O país foi a porta de entrada da companhia no segmento de bovinos na América do Sul, em 2006, e hoje se consolida como um dos pilares centrais de sua operação global.
Para o CEO da MBRF, Miguel Gularte, a expansão reflete a confiança no mercado local. “O Uruguai é um mercado estratégico para a companhia, reconhecido pela qualidade da produção, pela confiabilidade sanitária e pelo amplo acesso a mercados internacionais”, disse, na nota. “Trata-se também de uma demonstração concreta da confiança no país e do compromisso de longo prazo com o desenvolvimento local”, acrescentou.
A produção da unidade será destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação, com embarques estratégicos para destinos como Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia. Atualmente, a MBRF responde por aproximadamente 30% das exportações de carne bovina do Uruguai, o que reafirma seu protagonismo no comércio exterior do país.
Além do impacto comercial, a expansão gera um relevante desdobramento social: serão criadas 570 novas vagas de trabalho, elevando o quadro de colaboradores diretos para cerca de 2.270 profissionais na operação local.
No campo ambiental, o complexo incorpora melhorias em eficiência e sustentabilidade, incluindo uma planta de tratamento de efluentes, uso de energia eólica, que deverá representar cerca de 10% do consumo, e a implantação de uma unidade de produção de farinha de sangue, com capacidade de 100 toneladas mensais, voltada ao aproveitamento de subprodutos.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Leandro Silveira).
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