Alcançado o sexto lugar do ranking da UEFA logo no final da primeira das épocas que compõem o programa META 2028, uma nova “meta-volante” surge no horizonte da Liga Portugal. Trata-se do tempo útil de jogo, com o organismo a desejar confirmar, de forma mais vincada, a tendência dos últimos quatro anos, os melhores ao nível de tempo útil de jogo, mas que ainda deixaram a I Liga longe das principais ligas europeias. O objetivo é claro: melhorar o produto, tornando os jogos das ligas profissionais mais interessantes de seguir numa altura em que essa qualidade do jogo terá consequências no preço a cobrar pelo produto televisivo. Ora, a qualidade do espetáculo torna-se mais relevante quanto se aproximam os leilões do processo de centralização dos direitos audiovisuais.
“As duas ligas profissionais serão um produto televisivo tão mais apetecível quanto melhor for o espetáculo que proporcionam”, defendeu, Paulo Costa, diretor-executivo da Liga com a tutela das competições, acrescentando que a Liga quer “mais jogo jogado, mais golos, grandes defesas, melhor disciplina e respeito mútuo”.
Mais há mais mundo para além do tempo útil de jogo, como refere Paulo Costa, sublinhando que a mudança de ênfase não significa desistir da posição conquistada na Europa. Pelo contrário, acentua: “Devemos colocar todo o foco na consolidação dessa posição, e por isso mantivemos a proteção regulamentar às equipas com esse estatuto, e só assim podemos um dia sonhar com a entrada no Top 5”, afirmou, justificando a manutenção das regras que protegem os clubes portugueses com lugar nas competições europeias.
A segunda temporada da META 2028 tem outros objetivos prioritários, sendo fácil de entender que todos prendem-se, em boa parte, com o início dos leilões que resultam da centralização dos direitos audiovisuais. É óbvio que o futebol profissional português necessita de atrair mais adeptos para os estádio e para acompanhar os jogos pela televisão, porque só dessa forma será capaz de gerar mais receitas e maior atratividade para patrocinadores e parceiros. “A nossa visão pretende ir muito mais além do que a simples métrica de sucesso”, conclui Paulo Costa.
Principais alterações desportivas
- Passagem de nove para 12 suplentes
- Apenas a 34.ª jornadade ambas as competições profissionais serão disputadas à mesma hora.
- Encerramento da janela de transferências ao mesmo tempo dos principais campeonatos europeus, acrescentando quatro dias, até 4 de setembro.
- Alargamento do período de cedências de jogadores sub-23 até ao 8 de setembro.
Foco na Arbitragem
- Alargamento da intervenção do VAR em pontapés de canto e casos de troca de identidade.
- Limites de tempo nas reposições de bola: 5 segundos (pontapés de baliza, lançamentos laterais).
- Nas substituições, tempo máximo de 10 segundos para deixar o terreno de jogo.
- Obrigatoriedade de permanência de 1 minuto fora do terreno de jogo em caso de assistência médica dentro das quatro linhas. Regra sem efeito se a lesão tiver sido resultante de uma falta sancionada com vermelho.
Outros destaques
- Modelo de fair-play financeiro, há muito adiado, para que a competição se faça com regras, a implementar a curto prazo. A temporada 2026/27 será, o “ano zero” desta medida estrutural.
- Aprovados o Modelo de Comercialização e a Chave de Repartição no âmbito da centralização dos direitos audiovisuais, 2026/27 ficará marcada pelos diversos leilões: produção, direitos nacionais e internacionais.
- Reuniões de trabalho com Governo, Forças de Segurança e APCVD com vista ao regresso de bebidas de baixo teor alcoólico aos estádios.
- Liga Portugal realizou alterações aos regulamentos disciplinares, agravando em 25% as sanções associadas a comportamentos incorretos.
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