Lenda no Haiti, goleiro se aposenta da seleção após jogar a Copa

Obrigado por tudo, capitão Johny Placide. Foram 15 anos de fidelidade, sacrifícios e paixão a serviço da seleção do Haiti. Federação Haitiana de Futebol

As luvas saem, mas o legado continua vivo. Concacaf

Placide nasceu na França, mas escolheu defender o Haiti. Ele é natural de Montfermeil, construiu praticamente toda a sua carreira no futebol francês, chegou a defender a seleção de base dos europeus, mas optou por jogar profissionalmente pelo país de onde seus pais vieram.

O goleiro se despede da seleção após ter sido líder de uma geração que colocou o Haiti no seu ponto mais alto após anos de decepções. A disputa da Copa do Mundo deste ano foi apenas a segunda na história do país da América Central e veio após 52 anos da primeira.

Além da Copa do Mundo, Placide disputou três edições de Copa Ouro e uma de Copa América com a seleção haitiana. Agora, ele volta sua atenção para o cenário dos clubes — o goleiro jogou a última temporada pelo Bastia (FRA) e vai definir seu futuro em breve, uma vez que está em fim de contrato.

Com Placide, o Haiti se despediu da Copa na última colocação do Grupo C. A seleção perdeu para Escócia (1 a 0), Brasil (3 a 0) e Marrocos (4 a 2), mas fez história ao marcar seus primeiros gols em Mundiais diante dos marroquinos e chegou até a liderar o confronto por duas vezes.


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