Hábitos comuns podem aumentar o risco de emergências cardiovasculares – Vida Plena

Hábitos considerados inofensivos por muitos, como manter uma alimentação inadequada, especialmente rica em ultraprocessados, sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além do estresse crônico, estão entre os principais fatores que podem comprometer a saúde do coração e levar a emergências cardiovasculares, como infarto e arritmias.




Segundo a médica Natália Tomaz, que atua no setor de cardiologia do Hospital Jayme da Fonte, os pacientes atendidos nas emergências costumam apresentar um histórico de fatores relacionados ao estilo de vida. 



“O que a gente mais vê chegando na emergência cardiovascular são pacientes com hábitos de alimentação inadequada, principalmente baseada em fast food, embutidos, alimentos industrializados, sedentarismo, álcool, tabagismo e, hoje, o vilão, que é o estresse crônico”, afirma.




Além de maus hábitos, a especialista chama atenção para outro comportamento frequente e perigoso, a automedicação e a interrupção de tratamentos sem orientação médica. De acordo com a médica, muitos pacientes suspendem os medicamentos por conta própria ao acreditarem que a doença está controlada, o que pode favorecer complicações. 


“Toda medicação só pode ser prescrita ou suspensa por um profissional capacitado para isso”, reforça.



A médica Natália Tomaz, que atua no setor de cardiologia do Hospital Jayme da Fonte. Foto: Vinicius Lins/Folha de Pernambuco.


Natália adverte ainda que, apesar de algumas doenças cardiovasculares evoluírem de forma silenciosa, outras costumam emitir sinais de alerta antes de uma situação mais grave. 


“A hipertensão arterial, por exemplo, frequentemente não apresenta sintomas e acaba sendo descoberta apenas durante uma consulta de rotina. Já infartos e arritmias podem provocar manifestações como falta de ar durante pequenos esforços ou dor no peito, durante uma atividade física mais intensa, exigindo uma investigação médica”, explica.


A médica afirma ainda que, mesmo aquele paciente que nunca foi ao serviço de saúde, pode melhorar e reverter os danos. “Sempre é tempo de cuidar da nossa saúde”, afirma. A recomendação é investir em uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, abandono do cigarro, redução do consumo de álcool e controle do estresse. Também é importante realizar consultas periódicas, especialmente para pessoas com histórico familiar de hipertensão, infarto ou outras doenças cardiovasculares.


“O paciente pode, sim, melhorar os seus hábitos. Principalmente procurando um médico assistente. Indicamos sempre que ele procure um cardiologista o quanto antes e não só durante uma emergência, principalmente aqueles que têm histórico de doença cardiovascular na família”, orienta.

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