Mais de trinta reclusos da Prisão de Alta Segurança de Bafatá, no Leste da Guiné-Bissau, iniciaram esta semana uma greve de fome por tempo indeterminado.
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A informação foi avançada pela Rádio Sol Mansi, que cita, como fontes, os familiares dos detidos. O protesto surge em reacção à proibição de saída das celas para o pátio de repouso.
De acordo com a estação da Igreja Católica, a interdição deve-se à escassez de guardas prisionais no estabelecimento. Actualmente, seis agentes do quadro encontram-se em Bissau a frequentar cursos de formação, sem que tenham sido providenciadas substituições.
Familiares relataram que, devido à falta de vigilância, os reclusos chegaram a ficar trancados nas celas por mais de 24 horas consecutivas durante o último domingo.
Os detidos exigem a retomada imediata das idas regulares ao pátio. Até ao momento, não houve quaisquer esclarecimentos dos responsáveis prisionais em Bafatá e do Ministério da Justiça.
A prisão de Alta Segurança de Bafatá, cidade situada a cerca de 150 quilómetros de Bissau, foi reconstruída em 2010 com o apoio das Nações Unidas e tem capacidade para albergar até 72 reclusos.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia, de forma recorrente, a superlotação do centro concebido para deter reclusos que exigem medidas de vigilância e contenção reforçadas.
Ouça a Crónica do nosso correspondente, Mussá Baldé.
Correspondência de Bissau 15-09-2026
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