A França chega a esta eliminatória com um verdadeiro arsenal ofensivo e uma confiança inabalável, após ter varrido toda e qualquer oposição no Mundial 2026. O confronto com o Paraguai, este sábado em Filadélfia, promete ser um dos duelos mais desequilibrados dos oitavos-de-final, mas a selecção sul-americana já provou que pode fazer tombar gigantes, tendo eliminado a poderosa Alemanha nas grandes penalidades – um resultado que abalou todos os prognósticos e colocou o mundo do futebol em estado de choque.
Didier Deschamps mantém a sua França em modo rolo compressor: quatro vitórias em quatro jogos, doze golos marcados – melhor ataque do torneio – e uma superioridade avassaladora face aos adversários. Mbappé é, novamente, o rosto do poderio francês, já com seis golos apontados nesta edição, mas o ataque dos “Bleus” conta ainda com a criatividade de Dembélé, o virtuosismo de Michael Olise e a irreverência de Bradley Barcola, formando um quarteto ofensivo de meter respeito a qualquer defesa. O Paraguai, por seu lado, chega a este duelo embalado pelo feito histórico frente aos alemães, com Julio Enciso a obrigar ao prolongamento e José Canale a converter o penálti decisivo, mas sabe que o calibre do adversário francês é de outro patamar.
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O embate será disputado no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, às 22h00 (hora de Lisboa), com transmissão garantida para milhões de telespectadores em todo o mundo. Do lado paraguaio, a ausência do experiente defesa Omar Alderete, ainda a recuperar de lesão no joelho, obriga a nova dupla de centrais: o herói José Canale fará parceria com o capitão Gustavo Gómez. Diego Gómez está de regresso após castigo e deverá reforçar o meio-campo, ao lado de Andrés Cubas, enquanto Enciso e Miguel Almirón continuarão a apoiar Gabriel Ávalos no ataque.
Para a França, não há grandes preocupações físicas. Marcus Thuram mantém-se em dúvida devido a um problema na perna, mas Deschamps não deverá mexer no onze que despachou a Suécia por 3-0 nos 16-avos-de-final. Mike Maignan continuará a ser o patrão entre os postes, protegido por Saliba e Upamecano. A consistência e criatividade no meio-campo estão entregues a Tchouaméni e Rabiot, enquanto o ataque será novamente liderado por Mbappé, com apoio de Dembélé, Olise e Barcola.
A importância deste encontro vai muito além do apuramento. Para a França, trata-se de afirmar o seu estatuto de principal favorito à conquista do terceiro título mundial, consolidando uma hegemonia recente que ameaça tornar-se histórica: desde 2018, venceram 15 dos últimos 18 jogos em Mundiais, e Deschamps já é o treinador com mais vitórias na história da competição, com 18 triunfos. Para o Paraguai, é a oportunidade de se afirmar como a sensação do torneio e quebrar um enguiço: nunca venceram a França em cinco jogos oficiais, incluindo a dolorosa eliminação de 1998, também nos oitavos, com o célebre “golo de ouro” de Laurent Blanc.
A confiança reina no plantel francês, mas Deschamps mantém o discurso de prudência. “Sabemos que o Paraguai é uma equipa extremamente resiliente. Eliminaram a Alemanha e mostraram que nunca desistem. Não vamos subestimá-los, mas confiamos nos nossos argumentos e queremos continuar a escrever história neste Mundial”, afirmou o seleccionador francês na antevisão do jogo. Do lado paraguaio, Gustavo Gómez reiterou a crença do grupo: “Já provámos que somos capazes de tudo. Ninguém acreditava em nós contra a Alemanha e cá estamos. Vamos lutar até ao último segundo”, declarou o capitão sul-americano após o treino de sexta-feira.
Olhando para os números, o favoritismo francês é esmagador: nunca marcaram menos de três golos por jogo neste Mundial, Mbappé está a apenas um golo do recorde pessoal, e Michael Olise pode igualar o lendário Pelé em assistências numa só edição, estando a uma apenas do mítico registo de seis passes para golo. Apesar da solidez defensiva e do espírito guerreiro do Paraguai – apenas cinco derrotas nos últimos 23 jogos – será uma enorme surpresa se conseguirem travar a máquina francesa.
O próximo passo para quem vencer este duelo será defrontar o vencedor do embate entre Inglaterra e México, agendado para os quartos-de-final. O desfecho desta eliminatória poderá redefinir o rumo do Mundial 2026: ou a França confirma o estatuto de superpotência, ou o Paraguai concretiza o maior conto de fadas da história recente do futebol. Tudo estará em jogo este sábado, num palco onde só os verdadeiramente grandes sobrevivem.
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