Empate frente ao Uruguai festejado noite dentro em Cabo Verde: «Este espírito contagia!» – Mundial 2026


Os golos de Cabo Verde no empate com o Uruguai (2-2) no Mundial’2026 valem mais uma noite de euforia em Cabo Verde, com milhares de pessoas a sair à rua e a festejar com buzinas, música e muita dança.


“Foi mais um empate, mas a seguir vamos ganhar”, acredita Alexander, enquanto festeja com amigos no largo de Quebra Canela, onde estava instalado um dos vários ecrãs que iluminaram a noite nas ruas da cidade da Praia.


Depois do empate com Espanha (0-0) que surpreendeu o mundo no jogo inaugural, o resultado de domingo confirma que a prestação de Cabo Verde não é um mero acaso, diz Paulo Andrade, outro adepto em festa.


“Falta um jogo, vamos ganhar à Arábia Saudita e, se Cabo Verde continuar assim, vai longe”, refere.


Até onde pode chegar a seleção? A esperança parece crescer a cada jogo, de tal forma que já não há impossíveis, explica Diana Rocha: “Vamos até à final e a taça vai ser nossa”.


Parece otimismo levado ao limite, mas em cada esquina há um ecrã, música e festa, e nem um pingo de pessimismo, diz Flávio Gomes, porque o pior que pode acontecer é ir até onde nunca se chegou.


Para este adepto, Cabo Verde “vai passar a fase de grupos e vai chegar longe”.


Ao lado, há até turistas de Dublin que decidiram fazer um cartaz e ver o jogo com a multidão, para apoiar Roberto ‘Pico’ Lopes, o jogador que faz parte dos Tubarões Azuis, nascido na Irlanda e que alinha pelos Shamrock Rovers, clube da capital irlandesa.


“Foi um grande jogo e os Tubarões Azuis deviam ter ganho. Agora, cada passo é um bom passo”, disseram.


Foi preciso passar por altos e baixos para conquistar mais uma noite de euforia.

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A alegria irrompeu com o golo de Kevin Pina, aos 21 minutos, o primeiro golo de Cabo Verde no Mundial, mas a multidão gelou com dois golos do Uruguai (Maxi Araújo e Canobbio) à beira do intervalo.


Foi preciso esperar pelo remate certeiro de Hélio Varela aos 61 minutos, que selou o empate, para haver mais festejos.


“Nós estaremos aqui sempre”, referiu Milton Moreno, um dos muitos adeptos vestidos com o equipamento da seleção insular.


Ninguém vacila no apoio, diz Leonel dos Santos, porque “Cabo Verde é uma seleção forte, a sensação do momento”.


Ao lado, Elga Monteiro e Selenne Silva até as sobrancelhas coloriram no ateliê de pinturas faciais instalado no largo, com uma promessa: “Estaremos cá para continuar a apoiar, sempre, a 200%”.


A energia contagia até quem veio de outras paragens, como José Borges, um português que está de férias na cidade da Praia e que, com a família, se juntou à festa em Quebra Canela.


“Este espírito contagia: gostamos muito da animação”, disse, acreditando que “se Cabo Verde ganhar à Arábia Saudita, ainda tem uma hipótese”.


Não muito longe veem-se equipamentos do Grémio, clube brasileiro, envergados por um grupo que atravessou o Atlântico para um projeto profissional, mas que tirou a noite com uma missão: “apoiar os Tubarões Azuis”.


A festa promete continuar quando for hora de ver o próximo jogo dos Tubarões Azuis, sexta-feira, às 23h00 (01h00 em Lisboa), frente à Arábia Saudita.


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