Dilpes Rodrigues dinamiza a Travelland e expande os negócios em Cabo Verde com agência de incoming e um restaurante  

Há sete anos no setor das viagens e turismo, Rafael Dilpes Rodrigues fundou há cinco anos a Travelland, uma agência de viagens em Odivelas. Com a maior parte das sua faturação a resultar das vendas no online, Dilpes Rodrigues expandiu o seu negócio para Cabo Verde, onde abriu a agência de recetivo Welcome Morabeza e onde tem, também, um restaurante.

Como é que lhe surgiu a ideia de trabalhar nesta área das viagens?

Eu trabalhava como consultor imobiliário e a oportunidade surgiu há sete anos, quando uma agência de viagens ia fechar e eu aproveitei, porque como gosto da área das vendas, achei que era uma boa oportunidade para me lançar neste ramo, e estou a gostar muito. Comecei como ClickViaja, estive lá dois anos e surgiu a hipótese de me afastar e abrir uma agência própria. Agora somos Travelland e já vamos fazer cinco anos, sempre em Odivelas.

Quando é que entendeu que para fazer o seu caminho, não invalidava ter uma loja fixa, mas que para alargar a carteira de clientes o mais rápido era chegar-lhes a “casa”?

Comecei com o online porque, infelizmente ou felizmente, na altura, não estava tão preparado como outros colegas estavam, porque não vinha do turismo, não era agente de viagens. O meu forte era vendas e, portanto, tinha que encontrar uma solução para resolver o meu problema. Hoje já estou muito mais preparado, como é óbvio, mas na altura a solução era vendas e vender, e o online surgiu nesse sentido, e muito assente nas

pessoas que procuravam muito o preço e os pacotes turísticos. O meu forte foi sempre vender pacotes em voos charter e acabei por seguir esse caminho e agora começar a expandir mais com tempo e conhecimento adquirido.

O ano passado, que peso é que teve a loja fixa e que peso é que tiveram as vendas online?

Eu continuo a vender muito online, posso dizer que as minhas vendas online estão nos 70%, e vai continuar sempre assim, também pelo facto de eu não estar a residir em Portugal.

Isso é outro aspecto que o online possibilitou?

É verdade. Eu estou em Cabo Verde há cerca de 3 anos, o negócio já estava estabilizado, já tinha uma boa carteira de clientes e a ideia surgiu mesmo por aí. Como o meu negócio é muito online, surgiu a possibilidade de ir para Cabo Verde, para a Ilha do Sal, neste caso, e continuar a fazer o meu trabalho online mantendo a loja física, ou seja, continuar a fazer o meu caminho também nas vendas físicas com os meus colaboradores.

Grande parte clientes que compram online nem sabem que está em Cabo Verde?

Não, não sabem, e isso também não é importante, é uma necessidade que não existe e que até poderia atrapalhar, mas claro que os meus clientes pessoais sabem. Agora, entre todos os que compram online, os outros 70%, muitos poucos sabem que estou em Cabo Verde, a não ser pela agência de viagens.

“A ideia é tirar o cliente do online e passá-lo a cliente físico e fidelizá-lo, e é isso que estamos a fazer, estamos a filtrar um bocadinho, porque hoje, mais do que nunca, as pessoas querem preço, mas se conseguirmos filtrar separamos um pouco as águas entre os que apenas querem preço e os que podem querer algo mais, isso seria o ideal”

No online é possível fidelizar clientes ou isso é muito difícil?

A ideia é tirar o cliente do online e passá-lo a cliente físico e fidelizá-lo, e é isso que estamos a fazer, estamos a filtrar um bocadinho, porque hoje, mais do que nunca, as pessoas querem preço, mas se conseguirmos filtrar separamos um pouco as águas entre os que apenas querem preço e os que podem querer algo mais, isso seria o ideal.

Quando é que decidiu entrar num agrupamento de viagens, como a Airmet? Foi logo no início ou foi mais tarde?

A Airmet foi sempre o nosso parceiro, quando era ClickViaja já era Airmet, houve sempre uma muito boa relação, e então, e sem dúvida que é um apoio muito importante, pelo menos para mim foi, porque eu não era agente de viagens, e portanto toda a minha experiência e todo o meu know-how vem pela ajuda que me foi dada pela Airmet, pelos dirigentes, pela equipa, pelas formações, tudo isso ajudou muito a chegar onde estou.

O Dilpes participou no último Summit realizado pela Airmet no México. Já tinha participado em algum?

Não, este foi o primeiro mas foi uma experiência muito boa, porque nós conseguimos aprender e melhorar, conseguimos perceber que isto não é só passear como muitas vezes se pensa, há todo um trabalho por trás que é grande e muito gratificante e de que podermos tirar muitos frutos para conseguirmos apresentar as melhores propostas aos nossos clientes.

O Summit foi praticamente um 3 em 1, houve convívio, houve a formação do Summit e houve o conhecimento de destino. A fórmula encontrada pareceu-lhe boa?

É verdade, e foi muito bom para mim porque como eu tenho recetivo em Cabo Verde, tenho muitos colegas que hoje em dia já me contactam para ir fazer esse receber clientes seus que viajam para lá, e pode fazer neste evento alguns contactos positivos.

“Tenho agência, a Welcome Morabeza, só trabalhamos o recetivo, fazemos transferes, voltas à ilha, excursões por exemplo a das visitas aos tubarões. Também temos um restaurante onde recebemos grupos, fazemos jantares, almoços específicos, aquelas refeições mais típicas de Cabo Verde, danças, aulas de dança, fazemos uma série de coisas por lá”

Então também tem agência aberta em Cabo Verde?

Tenho agência, a Welcome Morabeza, só trabalhamos o recetivo, fazemos transferes, voltas à ilha, excursões por exemplo a das visitas aos tubarões. Também temos um restaurante onde recebemos grupos, fazemos jantares, almoços específicos, aquelas refeições mais típicas de Cabo Verde, danças, aulas de dança, fazemos uma série de coisas por lá.

Trabalho principalmente com o mercado português, exatamente por ter já uma base muito sólida de clientes portugueses que viajam em charter, e 90%, 95% das pessoas procuravam uma agência que pudesse fazer os passeios de uma forma mais personalizada, e isso é o que nos distingue dos outros, neste caso dos operadores que fazem voltas já pré-formatadas.

Do Summit, quais foram as duas ou três impressões que lhe ficaram mais na memória para uma futura reflexão?

Especialização é uma delas. A principal de todas é que fiquei com a certeza que tenho de me especializar cada vez mais no destino Cabo Verde, o que acaba por ser mais fácil porque já lá vivo, e porque temos muita procura, é um destino que está na moda, tem milhares de clientes, portanto, acho que consigo tirar aqui uma mais-valia, mesmo para os colegas, para o mercado, portanto, acaba por ser uma coisa que irei tentar trabalhar mais a fundo.

E neste caso, o online ajuda muito porque no recetivo, é bom sempre ter clientes que estão habituados ao nosso trabalho, mas o online acaba por ajudar muito, principalmente por sermos uma empresa portuguesa, por eu ter uma empresa em Portugal e haver uma ligação entre as duas. Ou seja, acaba por ser mais fácil que o cliente online se sinta mais confortável em contratar os nossos serviços.

O ano está a correr bem?

Está, tirando a questão do aumento dos combustíveis, algumas alterações de destinos e tudo mais, mas até ao momento, o ano está a ser bom.

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