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Arquivo Pessoal
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Um novo caminho para as mulheres
A trajetória de Nayane agora ganhou uma nova frente. Ela criou a página @parakitegirls, que começou como um espaço de divulgação e acabou se transformando em uma comunidade voltada às mulheres que praticam ou querem conhecer o parakite.
A modalidade tem semelhanças com o parapente, mas utiliza uma asa mais compacta e dinâmica, voltada para velocidade, controle e manobras e capaz de operar em condições de vento mais fortes. A escolha pelo parakite também tem um significado maior. Nayane quer ajudar a ampliar a presença feminina em um universo ainda predominantemente masculino.
“O mundo do parapente ainda é predominantemente masculino, mas nós, mulheres, estamos conquistando cada vez mais espaço”, destaca.
A intenção vai além de colocar mais mulheres para voar. Ela também defende maior atenção da indústria às necessidades do público feminino. Segundo Nayane, ainda não há no mercado uma vela desenvolvida especificamente para as características das mulheres. “Quero contribuir para esse movimento, inclusive incentivando as marcas a desenvolverem equipamentos específicos para o público feminino”, afirma.
Do mundo de volta ao Pará
Se a vida levou Nayane de Bragança para diferentes partes do planeta, os próximos planos podem fazer o caminho inverso. Entre os projetos está a criação de pacotes de viagens para mulheres interessadas em praticar parakite em diferentes destinos.
A proposta mistura aquilo que se tornou parte de sua própria história: esporte, viagem, aventura e descoberta. “Quero criar experiências que unam esporte, viagem, aventura e, principalmente, a presença feminina no voo livre”, explica.
Mas existe também um sonho particular: voltar a voar no Pará. Nayane pretende conhecer e avaliar locais que possam receber a prática do voo livre no estado, com atenção especial para a Praia de Ajuruteua, em Bragança. Seria uma maneira simbólica de fechar um ciclo iniciado ainda na infância. “Seria muito especial poder voar na minha terra e, de alguma forma, levar para o Pará tudo o que aprendi e vivi pelo mundo”, diz.
Nayane adotou o parapente e parakite como estilo de vida livre. (Arquivo Pessoal)
Incentivo
Apesar da expansão do voo livre, praticar parapente e parakite no Brasil ainda exige investimento elevado. O principal obstáculo apontado por Nayane é justamente o preço dos equipamentos, influenciado também pelos impostos de importação. “Eu espero que, no futuro, o governo possa criar programas de incentivo específicos para o voo livre, promovendo mais inclusão e dando oportunidade para que jovens que sonham em voar também tenham acesso ao esporte.”
Enquanto os projetos ainda ganham forma, Nayane continua voando e ampliando sua atuação no esporte. A trajetória internacional também abriu espaço para uma parceria de destaque: ela passou a representar a Flare, marca pioneira e uma das principais referências mundiais no desenvolvimento de equipamentos para parakite.
De Bragança para a África do Sul, da França ao restante do mundo, cada voo acrescentou uma página à história. Agora, além de continuar buscando novos horizontes, Nayane quer ajudar outras mulheres a descobrirem o que existe do outro lado daquela vela que, para quem observa do chão, parece apenas flutuar no céu. Para ela, é muito mais do que isso. É liberdade, aprendizado, coragem e a possibilidade de enxergar o mundo de uma perspectiva que poucos experimentam.
Para acompanhar a trajetória de Nayane Araújo:
Instagram: @nayanearaujo001
Projeto voltado às mulheres no parakite:
Instagram: @parakitegirls
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Esportes
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