Coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil, “O Riso e a Faca” chega aos cinemas em 30 de abril

Premiado em festivais internacionais, “O Riso e a Faca”, dirigido por Pedro Pinho, tem sido aclamado pela crítica desde que estreou no Festival de Cannes, em 2025. O Festival Internacional de Cinema de Cartagena, na Colômbia, acaba de contemplá-lo com o Prêmio de Melhor Contribuição Artística na competição ibero-americana. Inspirado na letra da música de mesmo título composta pelo baiano Tom Zé, o longa foi rodado no deserto da Mauritânia e, principalmente, na Guiné-Bissau.
A trama acompanha Sergio, engenheiro português enviado por uma ONG a uma metrópole africana. Sua missão é fazer um estudo sobre o impacto ambiental da construção de uma estrada. Lá, ele se envolve com dois moradores locais, Diára e Gui. O trio é vivido por Sergio Coragem, conhecido por filmes como “Verão Danado” e “Fogo-Fátuo”; a cabo verdiano Cleo Diára, que venceu o prêmio de Melhor Atriz na mostra Un Certain Regard, em Cannes, por este filme; e Jonathan Guilherme, ex-atleta de vôlei brasileiro que trocou as quadras pela arte e hoje é poeta em Barcelona, onde mora. Assista ao trailer:
Coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil, com diversos profissionais brasileiros na equipe, incluindo a produtora brasileira Tatiana Leite, da Bubbles Project, o filme estreia nos cinemas na próxima quinta-feira, dia 30 de abril, com distribuição da Vitrine Filmes, com parceria da RioFilme.
Após terminar em 5º lugar na lista da Revista Cahiers du Cinéma de melhores filmes do ano passado, o longa tem sido elogiado pela maneira como reinterpreta a dinâmica do poder entre Europa e África. O roteiro é assinado por Pedro Pinho com colaboração de Miguel Seabra Lopes, José Filipe Costa, Luísa Homem, Marta Lança, Miguel Carmo, Tiago Hespanha, Leonor Noivo, Luis Miguel Correia e Paul Choquet.
O diretor Pedro Pinho diz que o filme parte “da ideia central da relação entre o poder e os corpos dos ‘outros'” e afirma que o longa “mergulha no calor sufocante, nos escritórios climatizados das ONGs, nos jipes brancos, nas ruas empoeiradas, nas buzinas dos carros e nas festas glamourosas – todos símbolos da presença da comunidade expatriada num cenário de capitalismo pós-colonial”. Segundo ele, “no coração do filme está o eterno ‘encontro’ entre a Europa e África, em contraste com uma batalha furtiva por um devir queer, que se desenha nas discotecas e nas ruas de uma cidade da África Ocidental”.
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