Stopira é lenda da seleção cabo-verdiana, mas ainda sem minutos neste Mundial, ao cabo das duas prineiras jornadas. O defesa do Torreense, decisivo a marcar o golo que consagrou o clube da II Liga vencedor da Taça de Portugal, vai vivendo novo conto de fadas na sua seleção, não esquecendo a sua odisseia, o seu regresso ao espaço de eleição, marcado um golo no encontro que decidiu o apuramento dos Tubarões Azuis para este certame. Aos 38 anos, Stopira continua a acumular emoções grandiosas e falou no final do 2-2 diante do Uruguai.
“É uma sensação de orgulho e uma honra fazer parte deste grupo. Nunca duvidei que podíamos fazer história, ficou provado que podemos competir olhos nos olhos contra qualquer seleção. Estamos a mostrar apesar do nosso tamanho, a ambiçao e coração enorme que temos”, confessou, lendo os méritos, percorrendo-os com emoção. “Esta equipa resulta de um grupo unido e cheio de qualidade. Desde o início na qualificação, este era um sonho nosso, o de competir com os melhores e provar o que valemos. Agora temos de pensar na Arábia Saudita para alcançar o nosso objetivo, com a mesma humildade e concentração. Temos as nossas armas mas não vai ser fácil”, avisou Stopira, maravilhado com o encanto das bancadas, a energia que emana de cada aglomerado cabo-verdiano. “O país merece isto, toda a diáspora e esta forte comunidade nos Estados Unidos. Que sigam todos juntos a apoiar-nos, ainda temos muito a conquistar”, observou o central, rendido ao que tem vivido mais recentemente.
“Com trabalho tudo se conquista. Nunca desisti do meu sonho e estou a prolongar um final de época extraordinário. Está a ser aqui no Mundial, ainda sem minutos mas essa hora vai chegar. Temos muito por fazer, contem com mais história de Cabo Verde.”
Crédito: Link de origem