‘Comida de verdade’ vai além da saúde e fortalece laços, diz Rita Lobo

São Paulo – A alimentação tem o poder de moldar o nosso cotidiano, e os benefícios de “comer bem” ultrapassam a saúde do corpo. Essa foi a principal mensagem de Rita Lobo, criadora do site de culinária Panelinha e autora de best-sellers, durante sua palestra no Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (Conarh).

No evento, que reuniu profissionais de Recursos Humanos nesta quinta-feira, 20, a chef e apresentadora reforçou, no estande da Caju, sua defesa por uma alimentação saudável e descomplicada. “Hoje, a gente precisa de alguém falando que ultraprocessado não faz bem e comida de verdade faz”, brincou Rita sobre seu papel no congresso.

Os benefícios da “comida de verdade”, segundo Rita Lobo:

Reúne a família: Para a chef, “comer bem” devolve a mesa à família. Um almoço completo, com legumes e salada, não é algo que se consome na rua; exige que as pessoas se sentem juntas. “É na mesa que a gente alimenta também nossos vínculos, aprende a negociar, a tolerar”, defendeu.

Garante autonomia: Como a comida saudável requer preparo, saber cozinhar proporciona mais autonomia. Segundo Rita, quem aprende a aproveitar e combinar ingredientes não fica dependente da praticidade dos ultraprocessados.

Organiza a rotina: A necessidade de planejar as refeições e definir horários para comer ajuda a organizar o cotidiano.

Preserva a cultura: Rita Lobo destacou que um prato de comida também é uma representação de identidade. Refeições como o clássico PF (arroz, feijão, carne e salada) são uma forma de preservar a cultura do país.

A gente é mais brasileiro porque come arroz com feijão”, concluiu.

Rita Lobo foi palestrante do estande da Caju no Conarh – Caju

O que é “comida de verdade”?

Rita Lobo explicou que os alimentos são divididos em quatro grupos: in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. 

  • In natura: obtidos diretamente da natureza, seja de plantas ou animais, sem alterações, como frutas, legumes, ovos e carnes
  • Minimamente processados: alimentos naturais que passaram por limpeza, moagem, pasteurização ou congelamento sem adição de sal, açúcar ou óleo, como arroz, feijão e leite pasteurizado
  • Processados: alimentos que receberam adição de sal, açúcar ou óleo para durarem mais e mudarem o sabor, como pães artesanais, queijos e conservas de legumes
  • Ultraprocessados: produtos prontos para consumo feitos pela indústria com muitos ingredientes químicos

Sobre as classificações, Rita explicou que os três primeiros grupos de alimentos não fazem mal à saúde, e que o problema atual são os ultraprocessados, muitas vezes ricos em calorias e fracos em nutrientes. 

“A chave para a alimentação saudável é a variação, já que cada um deles tem uma composição nutricional que só ele pode te oferecer”, disse ela.

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