Ciência aponta os hábitos que mais influenciam na longevidade

O Brasil registrou recorde na expectativa de vida no último levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2025. Segundo o órgão, os brasileiros vivem, em média, 76,6 anos. Esse é o maior número da série histórica, que começou em 1940, quando a expectativa de vida dos brasileiros era de apenas 45,5 anos.

Os números alcançados fizeram a medicina mudar o principal desafio, que era prolongar o tempo de vida. Hoje, o foco da ciência é garantir que os anos extras conquistados graças aos avanços da saúde sejam vividos com autonomia, independência e qualidade de vida.

Embora a expectativa de vida tenha aumentado nas últimas décadas, muitas pessoas passam os últimos anos convivendo com doenças crônicas, perda de mobilidade e limitações que comprometem a rotina e a qualidade de vida.

“São os anos vividos com saúde que realmente importam. Mundialmente existe uma diferença de quase dez anos entre a expectativa de vida e os anos vividos com saúde. Muitas pessoas atingem idades avançadas, mas sem qualidade de vida”, afirma Patrícia Ferreira, Head Nacional do Longevidade D’Or e pesquisadora do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).