Brasil lidera mercado de wellness na América Latina – 20/07/2026 – Painel S.A.

O Brasil tem o 11º maior mercado de saúde e bem-estar do mundo e é líder na América Latina, movimentando US$ 111,1 bilhões por ano. O número está no estudo “Saúde & Bem-Estar”, editado e publicado pela consultoria Hand Gestão Compartilhada em 2026.

O levantamento foi feito com base em dados do Global Wellness Institute e com análise da equipe da Hand, mapeando tendências, movimentos de fusões e aquisições e oportunidades de consolidação no setor.

Na América Latina, o Brasil é responsável por 28% do que é movimentado no setor. Mas o mercado é marcado pela fragmentação, com ausência de lideranças nacionais. O predomínio, segundo o estudo, é de empresas regionais.

O crescimento do segmento é impulsionado pelo envelhecimento da população. A fatia de brasileiros com 65 anos ou mais deve passar de 13,9% em 2022 para 26,1% em 2050. Também são relevantes o aumento da renda e mudanças registradas após a pandemia da Covid-19.

No plano global, a economia de wellness soma hoje US$ 6,8 trilhões e deve chegar a US$ 9,8 trilhões até 2029.

No segmento de alimentos e bebidas, a indústria brasileira fatura R$ 1,277 trilhão por ano e responde por 10,8% do PIB nacional, com cerca de dez milhões de empregos gerados. Os investimentos no setor somam R$ 38,7 bilhões, divididos entre R$ 24,9 bilhões em inovação e R$ 13,8 bilhões em operações de M&A (fusões e aquisições).

A região Sudeste concentra a maior fatia do faturamento da indústria de alimentos, com R$ 488 bilhões. O mercado voltado à saudabilidade nesse segmento passou de US$ 24,3 bilhões em 2019 para uma projeção de US$ 31,2 bilhões em 2024. No setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, o Brasil aparece como o quarto maior mercado do mundo e concentra 56,6% do consumo latino-americano, com US$ 37,4 bilhões gastos pela indústria.

O número de trabalhadores do setor cresceu 8,3% entre 2023 e 2024, chegando a 7,1 milhões de pessoas. O comportamento do consumidor confirma a tendência: 63% afirmam que saúde e bem-estar influenciam diretamente suas decisões de compra, 72% leem rótulos com frequência e 52% aceitam pagar até 10% a mais por produtos considerados mais saudáveis. O estudo identificou 105 potenciais alvos de aquisição no Brasil, distribuídos entre alimentos (39), bebidas (33) e cosméticos (33), além de listar fundos de private equity e venture capital com teses voltadas ao setor.

“O Brasil reúne escala de mercado, mudança de hábitos de consumo e ainda possui muito espaço para crescimento. As empresas que se estruturarem agora terão uma posição privilegiada nesse novo ciclo”, afirma Caio Navarro, CEO da Hand.


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