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Os jogadores de futebol, muitas vezes, se aposentam e seguem trabalhando com o esporte que os deixou conhecidos.
Comentaristas, auxiliares técnicos ou até treinadores comumente já estiveram dentro de campo e passam adiante o que vivenciaram ao longo de décadas como atletas.
No futebol da bola oval, por sua vez, a história não é tão diferente. Quando deixam a NFL, alguns jogadores começam a participar das transmissões, como Tom Brady e Tony Romo, e outros seguem a carreira de técnico, como Mike Vrabel e Zac Taylor.
Um ponto, no entanto, que difere os atletas do soccer e do futebol americano é que muitos jogadores consagrados, incluindo aqueles que estão no Hall da Fama da NFL, treinam times do ensino médio. Sim, equipes de escolas.
Carson Palmer, Drew Brees, Philip Rivers e Troy Polamalu são alguns dos maiores nomes deste século na liga profissional e trabalham nas comissões técnicas de colégios ao redor dos Estados Unidos.
Essas lendas da NFL não fazem isso porque perderam tudo e agora estão morando de aluguel, mas sim para estarem mais perto dos filhos. Os quatro ex-jogadores citados acima treinam ou já treinaram seus herdeiros no estágio anterior ao primeiro grande palco da carreira de um atleta de futebol americano, que é a universidade.
É justo também dizer que o ensino médio nos EUA é como se fosse as categorias de base de nosso futebol. Ou seja, é como se estes ex-atletas, que um dia já foram os principais nomes da NFL, estivessem atuando como treinadores dos sub-18 ou sub-21 de uma equipe — a não muito tempo, Filipe Luís treinava os garotos do Flamengo, assim como Alex (ex-Cruzeiro e Fenerbahçe), no São Paulo.
Estabelecidas as proporções, deve ser curioso sair de casa para ver um jogo do seu filho, que muitas vezes nem sai do banco (porque é ruim), e ter que discutir com um vencedor do Super Bowl no estacionamento do estádio da escola no pós-jogo.
Como discutir com uma autoridade como essa?
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