A Academia do Bacalhau de Caracas prestou homenagem, no dia 18 de agosto, às vítimas dos sismos que assolaram a Venezuela a 24 de junho, no Salão de Banquetes Sales, no Centro Comercial Ciudad Tamanaco.
A iniciativa ocorreu na sequência da retoma das tertúlias mensais e contou com 120 ‘compadres’. De acordo com o Correio da Venezuela, estiveram presentes o chefe da Missão da Embaixada de Portugal na Venezuela, Rubén Guedes Días, o encarregado social Fernando Paulo Valor e o cônsul-geral de Portugal em Caracas.
Na ocasião, o presidente da Academia do Bacalhau, José Luis Ferreira, pediu um minuto de silêncio pelos portugueses, lusodescendentes e venezuelanos falecidos na sequência dos sismos, expressando a sua solidariedade para com aqueles que perderam familiares, casas e comércios. O dirigente reconheceu, de igual modo, o valor dos compadres sobreviventes que participaram no convívio.
“Há que ter muito valor para estar presente nestas atividades filantrópicas, apesar de ter sofrido perdas materiais e familiares, e dizer que estamos aqui e seguiremos em frente. Digo-vos de coração: estou convosco”, manifestou José Luis Ferreira.
Por sua vez, Rubén Guedes Días, na sua intervenção pediu que fossem preservadas as causas sociais e mantida viva a essência do associativismo, enquanto Fernando Paulo Valor anunciou que a Academia de Joanesburgo irá promover, também, uma tertúlia para benefício dos afetados pelos terremotos na Venezuela.
Por fim, o cônsul Luis Macieira de Barros declarou que a Academia do Bacalhau tem sido um “aliado chave” durante a emergência sísmica. O madeirense Manuel Sardinha, que, recorde-se, foi acompanhado pelo JM na altura da tragédia, em que perdeu parte da sua família, partilhou, no término do evento, um testemunho emotivo.
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