‘O Brasil mudou muito, mas o ser humano mudou pouco’, diz Frejat, sobre a atualidade do repertório do Barão Vermelho
No começo dos anos 1980, no Rio de Janeiro, um grupo de meninos se juntou para tocar rock. Desse encontro nasceu uma das maiores bandas do país, o Barão Vermelho, que volta aos palcos, mais de 40 anos depois, com a formação que definiu a sua identidade (e com a ausência-presença do vocalista e compositor Cazuza, morto em 1990) e um repertório que segue atualíssimo.
- Doce Maravilha: ingressos para o festival com Caetano, Emicida, Paulinho e Bethânia estão à venda
- Crítica: ‘O Diabo veste Prada 2’ é um raro exemplar de um tipo de filme que Hollywood quase não faz mais
— O Brasil e o mundo mudaram muito, mas o ser humano mudou muito pouco — resume o guitarrista Roberto Frejat, de 63 anos, que assumiu os vocais com a saída de Cazuza, até 2013. — A grande transformação que tivemos desde que começamos foi a questão das redes sociais. E, na minha opinião, foi para pior. Sem uma regulação disso, fica bem complicado para a gente evoluir como espécie. Elas estão trazendo à tona o pior que existe no ser humano, com certeza. Tem o melhor, também, mas em menor quantidade.
Nesta quinta-feira (30), ele se reúne com os os outros fundadores da banda na Farmasi Arena, na Barra, para a estreia da turnê “Barão Vermelho Encontro”. O baixista Dé Palmeira também volta aos palcos com o baterista Guto Goffi e o tecladista Mauricio Barros, os dois remanescentes na atual formação, além de Fernando Magalhães (guitarrista que entrou no Barão em 1985) e da participação mais que especial de Ney Matogrosso.
No repertório, cerca de 33 sucessos de diversas fases da banda, de “Todo amor que houver nessa vida” (1982) a “Puro êxtase” (1998). Para Frejat, “o bloco do Ney”, com canções em tons diferentes do habitual, “tem sido um exercício maior”:
— Mas estou adorando, porque tocar com o Ney é uma delícia, né? Não tem nenhum grande obstáculo. Temos nos divertido e estamos trabalhando duro para fazer um “showzaço”.
No meio de tantos ensaios, não faltam lembranças do período de intenso convívio entre os anos 1980 e 90.
— O momento em que o Cazuza apareceu e cantou com a gente pela primeira vez e percebemos que aquele era o cantor de que a banda precisava é inesquecível para todos nós — pontua Frejat.
Esse primeiro encontro foi na casa de Barros, no Rio Comprido. Apesar de não saber, naquela hora, “da longevidade que o grupo teria”, o tecladista destaca que eles logo intuíram “que aquilo ali teria uma força”. Palmeira reforça. Para ele, os cinco entenderam que “aquele momento seria definitivo”.
— Me lembro saudoso de Cazuza, Ezequiel Neves [jornalista musical] e Peninha [percussionista], que mereciam estar hoje entre nós nesse palco — encerra Goffi.
Depois do Rio, “Barão Vermelho Encontro” parte para São Paulo (onde também terá a participação de Ney, dia 23/5, no Allianz Parque); Porto Alegre (dia 27/6, no Auditório Araújo Vianna); Florianópolis (dia 8/8, na Arena Opus); Curitiba (dia 29/8, no Igloo Super Hall Jockey Club Paraná); e Belo Horizonte (dia 26/9, no BeFly Hall).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/a/p/HuBzZDQUKaMAf0Ly8KDA/whatsapp-image-2026-03-30-at-17.11.47.jpeg)
Programe-se: Barão Vermelho Encontro no Rio
- Onde: Farmasi Arena, Barra
- Quando: Quinta-feira (30), a partir das 19h (show às 22h)
- Quanto: De R$ 256,75 (cadeira N3) a R$ 867,25 (VIP), com 1kg de alimento
- Classificação: 16 anos
Crédito: Link de origem