São Tomé e Príncipe bateu recorde de turistas. Mas “cresceu pouco” | Turismo

O turismo em São Tomé e Príncipe “cresceu pouco”, comentou Shellita Viegas, a directora-geral do Turismo e Hotelaria do país em entrevista à agência Lusa. Mesmo assim, os resultados de 2025 foram positivos: o país voltou a bater o recorde de turistas, tendo recebido 42 mil.

“Temos que perceber qual é a razão para isso, mas ainda assim ficámos satisfeitos”, disse a responsável. “Era pior se não crescesse”, rematou, realçando que o aumento foi em redor de 1,2%. “Ainda assim”, acrescenta, “isso mostra que temos trabalho para fazer”.

Quanto à origem de visitantes estrangeiros, Portugal continua a liderar, sendo considerado um “mercado consolidado”. Seguem-se França, Angola, Alemanha e Reino Unido.

Os meses de maior fluxo continuam a ser Agosto e Dezembro. Porém, já se registou um “aumento significativo” em Janeiro.

O turismo tem vindo a aumentar no país desde fim da pandemia, embora lentamente: foram 35.817 em 2023, perto de 41 mil em 2024.

Segundo Viegas, o objectivo de São Tomé e Príncipe é atingir os 50 mil visitantes até 2030.

“É verdade que nós não somos um destino de massa e não queremos ter muita gente em São Tomé e Príncipe porque a estrutura do país também não está preparada para isso”, adianta a directora.

Nos planos, especifica a responsável, estão mais participações em feiras internacionais de turismo, requalificação de sítios turísticos nacionais e parcerias com influenciadores digitais para a promoção do potencial turístico do arquipélago.

Recentemente, São Tomé alterou a taxa de turística e a sua forma de cobrança: é 25 euros para o visitante (antes era 2,1 euros por dia) e é paga em balcão do aeroporto. Quem quer também visitar o Príncipe, paga mais 10 euros.

Os valores recolhidos, adianta-se, serão usados no financiamento do fundo de turismo.

Shelly Viegas refere ainda que o turismo, oficialmente, já “contribui 11%” para o Produto Interno Bruto nacional, mas que o valor deverá ser superior, apontando como razão da discrepância a dificuldade ainda existente na compilação dos dados do sector.

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