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Uma equipa de cientistas descobriu a principal causa de morte por cancro entre os americanos com menos de 50 anos — e deve-se ao estilo de vida que cada pessoa adota.
O cancro colorretal desenvolve-se a partir de uma célula ou de um grupo de células do revestimento interno da parede intestinal, sendo que mais de 90% destes tumores ocorrem em pessoas com mais de 40 anos.
Apesar das mortes por cancro em adultos com menos de 50 anos terem diminuído 44% nos últimos trinta anos, o cancro colorretal contraria esta tendência. As mortes nesta faixa etária têm aumentado cerca de 1,1% ao ano desde 2005.
Atualmente, ultrapassou o cancro do pulmão e da mama, tornando-se a principal causa de morte por cancro entre os americanos com menos de 50 anos.
Segundo o ZME Science, as taxas de incidência e mortalidade em adultos com mais de 65 anos continuam a diminuir para todos os tipos de cancro, no entanto, a história não é a mesma nas faixas etárias mais jovens.
Em dois relatórios publicados em janeiro pela American Cancer Society, os investigadores observaram que as pessoas nascidas recentemente parecem enfrentar um risco de desenvolver cancro colorretal mais elevado do que as gerações anteriores na mesma idade.
“O aumento constante das mortes por cancro colorretal em pessoas com menos de 50 anos é ainda mais alarmante quando comparado com as quedas dramáticas do cancro do pulmão e da mama, mesmo com a incidência do cancro da mama a subir”, revela a primeira autora do estudo, Rebecca Siegel.
A American Cancer Society estima mais de 158 mil casos de cancro colorretal nos EUA, sendo que a incidência entre os adultos com idades entre os 20 e os 49 anos tem vindo a aumentar cerca de 3% por ano.
A combinação de fatores relacionados com o estilo de vida, o metabolismo e o ambiente podem ser a causa para esta situação, apesar de nenhuma causa específica ter sido confirmada.
Os adultos mais jovens fumam menos do que os seus antecessores, o que deveria reduzir o seu risco. No entanto, desde meados do século XX, os seres humanos têm sido expostos a novos fatores ambientais.
As dietas caracterizam-se fortemente por alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e açúcares refinados, enquanto carecem de fibra essencial proveniente de frutas, vegetais e cereais integrais. Estes alimentos não são apenas maus para o sistema digestivo, como também alteram o equilíbrio microbiano no interior do intestino.
A obesidade também tem sido associada a um risco mais elevado de cancro colorretal. Além disso, a exposição a microplásticos e o uso frequente de antibióticos podem afetar a inflamação, o metabolismo ou o microbioma intestinal de forma a aumentar o risco para esta doença.
Os cientistas apelam ainda ao acompanhamento médico precoce tendo em conta que três em cada quatro doentes com menos de 50 anos só é diagnosticado quando o cancro já se encontra em fase avançada.
“Um diagnóstico precoce também pode ser alcançado através de uma maior sensibilização para os sintomas do cancro colorretal, como sangue nas fezes, dor abdominal, diarreia ou fadiga, que muitas vezes podem ser confundidos com outros problemas de saúde”, concluem os autores.
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