A violência das gangues e a pressão econômica estão fazendo com que o Haiti passe por uma crise humanitária profunda: cerca de 1,8 milhões de pessoas precisam com urgência de assistência alimentar.
Segundo uma nova avaliação, feita nesta quinta-feira, 16, a projeção é que cerca de 6 milhões de haitianos possam sofrer com a insegurança alimentar profunda nos próximos meses. A Classificação Integrada de Fase de Segurança (IPC) informou que mais da metade da população do Haiti, cerca de 5,8 milhões, sofrem com a insegurança alimentar aguda.
De acordo com o relatório, a situação se agravou com a instabilidade do mercado e da economia do país. Além disso, as gangues armadas do país colaboraram com essa instabilidade ao expandirem seu controle, fazendo com que mais de 1 milhão de pessoas vulneráveis fossem deslocadas, as deixando mais expostas à fome.
O IPC divulgou sua última análise, onde os números de pessoas sofrendo com a insegurança alimentar, cerca de 5,91 milhões, tiveram uma baixa e o número dos que faziam parte da categoria de urgência também. Essas melhorias foram associadas com a melhora na área da agricultura, redução da inflação e a assistência alimentar, repercutiu a UOL.
Ajuda humanitária
Desde o ano passado, as assistências alimentares que o Haiti recebeu ajudaram cerca de 200 mil habitantes a saírem do nível emergencial de insegurança alimentar. Mas, apesar dos números serem expressivos, os grupos de apoio afirmam que esses ganhos recentes ainda são muito frágeis, informou o Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Em comunicado, o diretor nacional do PMA no Haiti, Wanja Kaaria, fez uma forte declaração sobre a fome e afirmou que o combate à fome é essencial para restaurar a estabilidade no Haiti. “Não podemos construir a paz se as famílias não puderem alimentar seus filhos”.
Com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, os custos de transporte e produção agrícola se sobrecarregaram ainda mais, fazendo com que os preços dos combustíveis tivessem um aumento global, dificultando também para o Haiti. Além disso, as agências humanitárias alertaram que isso também poderia ocorrer caso não tivessem mais apoio.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes
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