A ONU recebeu quatro acusações de “exploração e abusos sexuais” contra menores que implicam membros da missão multinacional liderada pelo Quénia no Haïti.
Publicado a:
2 min Tempo de leitura
Membros da missão multinacional da ONU no Haiti são visados por quatro acusações de abusos sexuais, indicou, esta segunda-feira 20 de Abril, o porta-voz do secretário geral Stéphane Dujarric.
Num relatório sobre as investigações relativas a estes casos de abusos sexuais, a ONU avança que está em causo a violação de uma criança de 12 anos e de duas adolescentes de 16 anos, e de violências sexuais contra uma adolescente de 18 anos, relatados em 2025.
Estas quatro acusações “são credíveis tendo em conta as investigações” e foram transmitidas às autoridades nacionais competentes, lê-se ainda no relatório realizado pelo Alto Comissariado para os direitos humanos da ONU.
A equipa em causa, a missão multinacional de segurança (MMAS) – mobilizada no Haiti desde 2024 e actualmente a retirar-se do país – não é uma missão onusiana, mas possui um mandato do Conselho de segurança da ONU para apoiar a polícia do Haiti. O país debate-se com uma situação descontrolada de proliferação de gangues que tomaram o controlo de vários bairros, havendo regularmente vítimas na consequência de confrontos.
Esta sexta-feira, a Human Rights Watch apontou para a importância deste caso, apelando a uma nova força anti-gangue, para a qual o Chade prometeu mobilizar 1 500 homens, a “colocar medidas mais efectivas para impedir novas violações“.
“No Haiti, as meninas e mulheres já se confrontam com violências sexuais generalizadas. As forças internacionais mobilizadas para restaurar a segurança não devem agravar a situação“, lê-se no comunicado da Human Rights Watch.
O Haiti é o país mais pobre do continente americano, e está mergulhado há vários anos num cíclo de violência engendrado por grupos criminosos. Os homicídios, roubos, pilhagens e raptos são frequentes.
Entre Março de 2025 e Janeiro deste ano mais de 5 500 pessoas perderam a vida, de acordo com a ONU.
Crédito: Link de origem


