O Brasil ficou em sétimo lugar, entre 11 países da América Latina, em uma análise sobre os programas de residência para investidores oferecidos por cada país, como o Golden Visa.
O Panamá lidera a lista, seguido pelo Paraguai e pela República Dominicana. O Chile ficou na última posição.
Os números estão no relatório “Programas de Migração por Investimento na América Latina: Uma Análise Comparativa”, um levantamento conduzido pela consultoria internacional Global Citizen Solution, especializada em mobilidade global e migração por residência.
Foram analisados quatro quesitos em cada iniciativa: velocidade de processamento, atratividade fiscal, flexibilidade de investimento e liberdade de presença.
A exigência de investimentos para acessar o programa brasileiro foi considerada baixa: 30. 000 dólares em inovação e tecnologia, 100. 000 em constituição de empresas ou 125. 000 no setor imobiliário.
Já o Uruguai exige 2 milhões de dólares para benefício fiscal total, e o Panamá requer a partir de 300 mil em imóveis.
Além disso, o Brasil exige 30 dias de permanência física por ano durante a residência temporária, um contraste frente aos 180 dias requeridos por Colômbia e Chile.
No ano passado, o Brasil concentrou 40% de todo o Investimento Estrangeiro Direto (IED) destinado à América Latina em 2025, o equivalente a 77,67 bilhões de dólares.
Entre os aportes mais expressivos mapeados, está o feito pela Microsoft, que destinou 2,7 bilhões de reais para infraestrutura de nuvem e inteligência artificial no Brasil.
O mercado de Fusões e Aquisições (M&A) também apresentou dinamismo, com mais de 1. 800 transações que movimentaram cerca de 58 bilhões de dólares.
O Brasil abriga hoje 386 mil milionários (em dólares), a maior concentração de indivíduos de alto patrimônio (HNWI) da América Latina.
Crédito: Link de origem