ONU e PMA prestam assistência alimentar a 286 mil vítimas dos sismos na Venezuela e planejam apoiar até 500 mil pessoas

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas já prestou assistência alimentar a 286 mil pessoas afetadas pelo duplo sismo que abalou a Venezuela em junho, revelou a organização, que “pretende apoiar até 500 mil pessoas durante os primeiros três meses da resposta”.

Em comunicado, o PMA explica que os dois fortes abalos sentidos a 24 de junho, além de ter causado mais de 6000 vítimas mortais, danificou habitações, infraestruturas e meios de subsistência, deixando assim milhares de pessoas em abrigos temporários.

“A resposta humanitária centra-se em ajudar as famílias a satisfazer as suas necessidades alimentares imediatas e a começar a reconstruir as suas vidas”, indica a nota da entidade, que dá conta da necessidade de obter “urgentemente” um montante de 80 milhões de dólares [68,4 milhões de euros] para prestar esta ajuda alimentar.

O PMA frisa que “as necessidades de ajuda alimentar na Venezuela já eram significativas” antes do duplo sismo, tendo em que conta que “muitas famílias não têm meios para comprar produtos alimentares básicos, apesar de estes estarem disponíveis nos mercados”.

A organização salienta que, naquele país da América Latina, “os aumentos dos preços dos alimentos corroem o poder de compra”, o que faz do acesso a alimentos “de boa qualidade e nutritivos” um “desafio” para muitas famílias.

Na Venezuela, “a frequência e a intensidade de outras catástrofes, tais como inundações, secas e deslizamentos de terra, representam ainda um grande desafio para a agricultura, a produção alimentar e os meios de subsistência”.

De acordo com o mais recente balanço, 6438 pessoas morreram e 86 358 pessoas foram assistidas nos hospitais depois dos sismos, que afetaram os estados de Caracas, Miranda, Arágua, Carabobo, Lara, Yaracuy e La Guaira, sobretudo este último.

Entre as vítimas mortais, há pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O Banco Mundial estimou em 19,6 mil milhões de dólares (16,9 mil milhões de euros) a destruição material causada pelos abalos.

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