“Confirmamos a detenção de um membro da Polícia da República de Moçambique no distrito de Mocuba. Continuamos a trabalhar para aferir o seu grau de envolvimento nos factos em investigação e já foi constituída uma equipa de inquérito para apurar a veracidade dos elementos em causa”, disse a porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques.
Em conferência de imprensa na Zambézia, centro de Moçambique, a porta-voz adiantou que os três foram detidos na terça-feira, sem, contudo, revelar os motivos da detenção, remetendo esclarecimentos para o Ministério Público, entidade que ordenou a sua execução.
“As detenções foram efetuadas sob orientação do Ministério Público. O processo encontra-se sob gestão da Procuradoria da República e, por isso, não podemos prestar mais informações neste momento, uma vez que o caso está sob responsabilidade daquela instituição”, explicou Belarmina Henriques.
O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) anunciou na terça-feira que pelo menos nove agentes da polícia moçambicana foram detidos e processados no primeiro semestre por alegado envolvimento em crimes de corrupção passiva, abuso de cargo e prisão ilegal.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam, esclareceu que três agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) foram detidos no primeiro semestre do ano, com os processos-crimes abertos, acusados de prática de crime de corrupção de magistrados e agentes de investigação criminal, após se terem dirigido a um parque de venda de viaturas exigir o pagamento de um milhão de meticais (13.502 euros) para cancelar uma investigação.
Outros dois agentes do Sernic foram também detidos e com processos após suspeitas de corrupção passiva, com o Ministério Público a explicar que exigiram pagamentos a um suspeito para não executarem um mandato de captura, com os arguidos a aguardarem já em liberdade que o tribunal se pronunciasse.
Já, outros quatro agentes da PRM foram também detidos, suspeitos de prisão ilegal, abuso de cargo e corrupção passiva para ato ilícito, após deterem ilegalmente um cidadão estrangeiro e submetê-lo à realização irregular de exames médicos.
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