A bebê Ayla Emanuelly, de 1 mês, foi encontrada viva na madrugada deste domingo (9), no Paraguai, após passar três dias desaparecida em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A criança estava em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que fica na fronteira com o Brasil.
Um homem e uma mulher que estavam com a bebê foram presos durante a ação. As identidades deles ainda não foram divulgadas. Segundo as autoridades paraguaias, Ayla está bem.
A localização da criança foi possível após uma operação integrada entre as forças de segurança brasileiras e paraguaias. Investigadores brasileiros haviam descoberto que a mulher suspeita de envolvimento no desaparecimento teria deixado o país em direção ao Paraguai.
A informação foi repassada às autoridades do país vizinho, que passaram a procurar pelo imóvel onde a recém-nascida poderia estar.
Mãe foi ameaçada para entregar a filha
A investigação começou depois que a mãe de Ayla, de 17 anos, procurou a polícia e relatou ter sido obrigada a entregar a filha.
Segundo o depoimento, a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de venda de roupas infantis. A suspeita teria oferecido R$ 100 para que ela cuidasse da filha dela.
A adolescente aceitou a proposta e foi até o endereço indicado, no bairro Universitário, acompanhada da irmã, de 12 anos, e de Ayla.
No local, havia cerca de dez homens, além da mulher que teria feito a proposta. A mãe contou à polícia que recebeu uma bebida e que, depois de consumi-la, não conseguiu dormir. A irmã, por outro lado, teria adormecido e acordado somente por volta das 20h.
Ainda conforme o relato, a adolescente foi ameaçada e obrigada a entregar a bebê. Ela teria ouvido que, caso não obedecesse, ela e a irmã seriam “jogadas em um buraco”.
Ayla foi retirada do local. As duas irmãs só deixaram o imóvel durante a madrugada de sexta-feira (7). O celular da mãe também teria sido levado.
Investigação atravessou a fronteira
Com a suspeita de que a bebê havia sido levada para o Paraguai, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) acionou a Polícia Civil de Ponta Porã.
A investigação passou a contar também com o Comando Bipartite, que integra forças de segurança brasileiras e paraguaias.
A partir das informações compartilhadas entre os dois países, agentes da polícia antissequestro do Paraguai identificaram o endereço onde a criança estava.
A operação terminou durante a madrugada deste domingo, com a localização de Ayla e a prisão do casal.
Outro suspeito já havia sido preso
Antes da localização da bebê, um homem apontado como suspeito de envolvimento no caso foi preso no sábado (8).
Segundo a investigação, ele teria cedido uma casa para que o imóvel fosse utilizado como cativeiro.
A defesa afirmou que está analisando as informações do caso e pretende demonstrar que o cliente não teve participação direta no crime.
Alerta foi emitido durante as buscas
Enquanto as equipes procuravam pela criança, o Ministério da Justiça emitiu, na sexta-feira (7), um alerta de desaparecimento por meio do Amber Alert Brasil.
O sistema é utilizado para ampliar a divulgação de casos envolvendo crianças desaparecidas quando há suspeita de rapto ou sequestro.
A investigação continua sob responsabilidade da DEPCA.
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