Em comunicado, o departamento chefiado por Marco Rubio congratula-se com a chegada à capital venezuelana, na quarta-feira, de uma delegação da oposição liderada pela ex-deputada Dinorah Figuera para se reunir com Jorge Rodríguez, o principal negociador do regime chavista e presidente da Assembleia Nacional.
“Estas negociações diretas representam uma oportunidade única. Aplaudimos os esforços para satisfazer as necessidades urgentes dos afetados pelos sismos de 24 de junho, expandir as liberdades políticas e promover um futuro mais estável e próspero para o povo venezuelano”, acrescentou o Governo norte-americano, que promoveu este diálogo.
A administração Trump acrescentou que continua empenhada em apoiar este processo, que faz parte do plano de três fases definido por Washington, que abrange a estabilização da Venezuela, a recuperação económica e a transição democrática.
“Instamos todas as partes interessadas a apoiar este esforço para alcançar resultados tangíveis para os venezuelanos”, refere o comunicado.
A reunião de hoje na Base Aérea de La Carlota é a primeira presencial entre as duas partes, após o início do processo de diálogo com uma chamada telefónica entre Rodríguez e Figuera.
O Departamento de Estado confiou a Figuera a tarefa de dialogar com o regime chavista num contexto de transição no país, após a captura do ex-líder Nicolás Maduro em janeiro passado por tropas norte-americanas em Caracas.
Desde então, Delcy Rodríguez exerce o cargo de Presidente interina do país.
O processo não conta com a participação dos líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González Urrutia (ex-candidato presidencial), que disseram esperar que esta aproximação conduza a eleições presidenciais.
Dinorah Figuera, que defende a continuidade da Assembleia Nacional (AN) eleita em 2015, regressou quarta-feira ao país, vinda de Espanha, para continuar o diálogo iniciado com o regime chavista.
Após a sua chegada, Figuera reiterou à imprensa local que a agenda de trabalho dos próximos dias estará focada na resposta às consequências dos sismos de 24 de junho, que deixaram mais de 6.000 mortos, 16.740 feridos e quase 18.000 desalojados.
“Isto vai ter uma agenda prioritária que significará o reconhecimento da zona, o impacto desta tragédia, como as vítimas desta situação serão acompanhadas e o que estamos comprometidos a proporcionar”, afirmou Figuera ao El Diario.
A ex-deputada informou também que a comissão irá abordar questões como a recomposição do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), para o tornar “credível e fiável”, a institucionalização do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) e a “garantia de direitos políticos e civis”.
Figuera disse ainda ao canal de televisão privado Televen que este processo levará tempo e decorrerá “até dezembro de 2026”, quando “todo o produto” da obra será “formalmente apresentado”, e agradeceu ao chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, o apoio na elaboração da agenda de trabalho.
A acompanhar Figuera estão os ex-deputados da oposição Marco Aurelio Quiñones, Ramón López, Jorge Millán, Juan Miguel Matheus e Sergio Vergara, enquanto pelo Governo estão Rodríguez, a ministra da Educação Universitária, Ana María Sanjuán; o primeiro vice-presidente do Parlamento, Pedro Infante; e os deputados América Pérez, Génesis Garvett e Jorge Arreaza.
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