Venezuela se desculpa com Brasil por invadir fronteira com Roraima e causar reação do Exército: “Mal-entendido”
O chanceler da Venezuela Yván Gil minimizou o adentramento das tropas venezuelanas em alguns metros do território brasileiro em Pacaraima (RR) após o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cobrar explicações.
O incidente aconteceu no dia 23 de janeiro, quando os militares da Venezuela usaram parte do território brasileiro para fazer um retorno com suas viaturas sem fazer comunicação prévia ao Brasil, gerando pânico na população e colocando militares e diplomatas brasileiros em alerta. No período, o regime de Maduro estava realizando seu tradicional exercício militar Escudo Bolivariano.
Segundo reportagem de Marcela Mattos, publicada em Veja, o auxiliar de Maduro disse que o avanço das tropas sobre a região não foi intencional e pediu desculpas pelo que considerou um erro e um mal-entendido.
Ao ser entrevistado pelo jornalístico Manhã de Notícias, da TV Tiradentes de Manaus (AM), em 10 de março, o Comandante Militar da Amazônia, General Costa Neves, contou como reagiu ao episódio.
“A Venezuela fez esse exercício, aliás é um exercício que eles fazem com uma certa regularidade, e estivemos com nossas tropas prontas como sempre estão. Ali mesmo em Pacaraima nós temos um Pelotão Especial de Fronteira. Tinha ali um Esquadrão de Cavalaria Mecanizado e nós transformamos num Regimento. Era como se nós multiplicássemos por 3 nossa capacidade (…) Nossa tropa está muito bem preparada, muito bem capacitada. Nós temos radares, material de guerra eletrônica, nós estamos muito bem equipados para garantir a soberania do país”.
Já o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse à CNN em 23 de janeiro que a situação na fronteira do Brasil com a Venezuela está “absolutamente sob controle”.
Exército transferiu estrutura militar do Centro-Oeste para o Norte devido às provocações da Venezuela
No dia 11 de fevereiro, o Exército implantou o Centro de Adestramento Amazônia (CA Amz). A Organização Militar foi inicialmente planejada para ser implementada em Brasília, mas acabou sendo transferida para a região de selva devido à ameaça de escalada de tensões com a Venezuela, em especial na fronteira com Roraima.
A informação da mudança de estratégia foi dada pelo próprio Comandante Militar da Amazônia.
“Esse centro foi inicialmente planejado para ser implementado em Brasília, mas sua instalação na Amazônia demonstra uma prioridade dada à região. É uma Portaria de iniciação, ainda temos um caminho a percorrer, para que o CA Amazônia funcione plenamente”.
Apesar da alta cúpula das Forças Armadas não acreditar numa eventual guerra com a Venezuela, incluindo o ministro da Defesa, a região tem recebido uma série de investimentos. Entre eles a presença de um Pelotão Anticarro e 3 tipos de mísseis diferentes: Max 1.2 AC, FGM-148 Javelin e Spike LR2.
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