Venezuela. Detidos 5 autarcas por alegados vínculos com o narcotráfico

O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, durante a apresentação do balanço da Operação Relâmpago do Catatumbo 2025, na qual participaram organismos de informações venezuelanos e oficiais das Forças Armadas Bolivarianas (FANB) e outras forças de segurança da Venezuela, e que levaram à confiscação de 16.308 quilogramas de cocaína de alta pureza.

 

“A Venezuela avança no desmantelamento das rotas do narcotráfico colombiano”, disse o ministro sublinhando que na última semana as autoridades deram “golpes contundentes a organizações criminosas de narcotráfico e corrupção” no estado de Zúlia, a oeste do país.

Segundo o ministro, na última semana, foram detidos os presidentes de câmaras municipais Indira Fernández Duarte, Alberto Subalbarro, Jorge Navaz, Fernando Loiza e Danilo Esteban Añez, a quem acusou de conjuntamente com outro detido, José Enrique Rincón, de operar uma extensa rede de cultivo de camarões no Lago de Maracaibo, que era usada com fins ilícitos.

O ministro vinculou “setores extremistas da oposição venezuelana” com esta rede, entre eles Maria Corina Machado, Edmundo González Urrutia, Iván Simonovis, Tomás Guanipa e Juan Pablo Guanipa e precisou que foram identificadas 120 novas empresas envolvidas nesta teia de corrupção, tráfico de droga e terrorismo.

Também que foram confiscadas lanchas e submergíveis usados para o tráfico de substâncias estupefacientes, tendo as autoridades identificado as rotas que estariam a ser usadas pela rede de narcotráfico.

Em 22 de março último Diosdado Cabello anunciou que foram apreendidas mais de 9 toneladas de cocaína e detidos seis presidentes de câmaras municipais.

“Todo o puzzle começa a encaixar-se, o que nos leva a estabelecer a ligação entre conspiração, tráfico de droga, corrupção, (…) em que estão envolvidos setores que exercem funções governamentais no Estado de Zulia [oeste], e demos talvez o golpe mais duro que tenha sido dado nos últimos tempos a grupos de traficantes de droga”, disse Cabello, durante uma conferência de imprensa.

Segundo o ministro foi as investigações permitiram determinar a existência de “uma ligação direta entre o tráfico de droga e a conspiração, e isso tem a ver com a degradação da política”.

“Não há razão para um político acabar ligado a grupos de tráfico de droga, nem a grupos de corrupção e muito menos para que se unam para sair da revolução bolivariana e acabar com a Constituição da Venezuela”, disse Cabello.

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