Venezuela deteta cinco casos de febre provocada pelo vírus oropouche

 O Governo da República Bolivariana da Venezuela (…) informa que, como resultado da vigilância epidemiológica ativa e sustentada para a deteção do vírus oropouche (…) foram identificados, em março de 2025, os primeiros casos positivos deste vírus no país”, explica um comunicado divulgado esta quarta-feira pelo Ministério da Saúde (MS).

 

No documento, o MS explica que o oropouche foi detetado em 2023 na Região das Américas e que “é um arbovírus transmitido principalmente através da picada de mosquitos culicoides, vulgarmente conhecidos como jejenes, e, em menor grau, por mosquitos culex, que vivem naturalmente em várias regiões da América Latina, onde foram registados surtos recorrentes”.

O MS explica que a vigilância epidemiológica ativa realizada levou “à deteção de cinco casos em território venezuelano”, o que permitiu “uma resposta rápida e eficaz para o atendimento e a recuperação oportuna dos pacientes, além de conter a propagação do vírus na área de influência”.

“O Sistema Público Nacional de Saúde Pública (SPNS) continua o rastreio permanente nos portos, aeroportos e postos de fronteira, assim como o acompanhamento atempado dos doentes com sintomas febris (1-3 dias) em todo o país, para garantir a deteção imediata dos casos suspeitos de oropouche. Isso permitirá bloquear precocemente a transmissão do vírus”, explica o comunicado.

Segundo o Governo, a Venezuela dispõe de capacidades médicas, tecnológicas e científicas e de equipas interinstitucionais de resposta imediata para garantir o diagnóstico, a assistência médica aos doentes, o acompanhamento e monitorização necessários.

“Além disso, foram instaladas, em todo o país, brigadas de controlo dos vetores, dedicadas à eliminação dos criadouros, à fumigação e à utilização de biocontroladores para reduzir a densidade dos mosquitos vetores”, lê-se no documento.

Essas brigadas, explica, trabalham em conjunto com os circuitos municipais, promovendo campanhas de sensibilização para informar a população sobre as medidas de prevenção, que passam ainda pela utilização de redes mosquiteiras, repelentes e o uso de vestuário que cubra braços e pernas.

“É fundamental a participação ativa da população nas atividades de prevenção e controlo, seguindo as recomendações de saúde e mantendo-se informado através dos canais oficiais, reportando qualquer sintoma compatível com a doença (febre, dor de cabeça, dores musculares, entre outros) aos centros de saúde mais próximos da sua residência”, conclui o documento.

Segundo a Organização Pan-americana da Saúde (OPS) a doença do vírus oropouche (OROV) é uma infeção febril, identificada pela primeira vez em 1955 em Trinidad & Tobago, com surtos registados em vários países da América do Sul, incluindo o Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Panamá, Peru e a Venezuela.

“Os surtos têm sido mais frequentes na região da Bacia Amazónica, onde o vetor mais conhecido, o mosquito (culicoides paraensis), mantém um ciclo silvático que envolve hospedeiros como as preguiças e os primatas não humanos”, explica a OPS na sua página web.

Segundo a organização de saúde pública, os sintomas da febre de oropouche duram geralmente até cinco dias e incluem febre súbita, dor de cabeça intensa, fraqueza extrema (prostração), dores articulares e musculares. Em alguns casos, podem ocorrer fotofobia, tonturas, náuseas ou vómitos persistentes e dores lombares.

A OPS explica ainda que o aumento da propagação do OROV está associado a fatores ambientais e humanos.

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