O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu o respeito pelos direitos humanos e pelo processo legal face à transferência ilegal para El Salvador de 238 cidadãos venezuelanos acusados pelos Estados Unidos de pertencerem à gangue transnacional Tren de Arágua.
No meio de uma onda de espanto crescente, que contrasta com o apoio militante a todas as ações do presidente Donald Trump, António Guterres solicitou que os direitos dos 238 homens numa prisão de segurança máxima em El Salvador fossem protegidos sob o princípio da presunção de inocência, além de lhes permitir um julgamento justo.
Funcionários do Departamento de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) admitiram que muitos dos deportados não tinham qualquer processo judicial, nem na Venezuela nem nos Estados Unidos, país que pagou ao governo de Nayib Bukele seis milhões de dólares pelos seus serviços prisionais.
O presidente venezuelano Nicolas Maduro ordenou a reativação dos voos do plano “Vuelta a la Patria”, para facilitar o regresso dos seus compatriotas, dispersos em vários pontos do continente americano. Maduro utilizou a diáspora de 8 milhões de pessoas para negociar o levantamento das sanções económicas, em troca de receber voos de deportados.
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