Pelas novas regras que entram em vigor no dia 3 de abril, carros importados pagarão uma taxa de 25% para entrar no mercado americano. Hoje, a taxa é de 2,5%.
México é o maior fornecedor de carros aos EUA, seguido pela Coreia do Sul, Japão, Canadá e Alemanha. Por conta dos acordos de livre comércio, muitas montadoras americanas tinham espalhado sua produção pelo território mexicano e canadense nos últimos anos. Não por acaso, as ações da General Motors terminaram o dia em queda de 3%.
A estimativa do governo Trump é de que os EUA vão ter uma receita de US$ 100 bilhões apenas com as taxas coletadas a partir das novas tarifas. Durante a assinatura da ordem executiva que aplica a nova tarifa, Trump interrompeu seu assessor para dizer que a receita das tarifas vai subir de US$ 600 bilhões para US$ 1 trilhão, sem explicar como chegou a essa conclusão.
Um estudo realizado pelo Departamento de Comércio alertou que, de fato, a participação americana na produção global de automóveis diminuiu vertiginosamente, caindo de 26% em 1985 para apenas 12% em 2017. Hoje, a Casa Branca descreve a situação como um risco para a segurança nacional.
Em 2023, a China se transformou ainda no maior exportador de carros do mundo e, em 2024, seu mercado movimentou 22 milhões de unidades, contra 15 milhões de veículos comprados pelos americanos.
Brasil pode ser afetado: mercado americano é 2º maior destino de peças
Já os exportadores brasileiros podem ser afetados também. A partir de 3 de maio, as taxas incluem as autopeças. Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,3 bilhão em autopeças aos EUA, 17% de toda a venda ao exterior feita pelo país.
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