Violência em Moçambique
Há mais de um mês que Moçambique é palco de manifestações que já fizeram dezenas de mortos. São protestos na sequência das eleições gerais de Outubro e da proclamação do candidato da Frelimo como vencedor. A encabeçar o movimento de contestação dos resultados eleitorais tem estado o candidato da oposição Venâncio Mondlane.
Ao contrário do que tem acontecido, nas últimas semanas, sobretudo em Maputo, para a noite de passagem de ano, o candidato presidencial oficialmente vencido Venâncio Mondlane pede agora união.
A cerimónia está marcada para dia 15 de Janeiro e será para dar posse ao candidato apoiado pela Frelimo, partido no poder desde a independência de Moçambique e que, de acordo com o Conselho Constitucional do país venceu as eleições de dia 9 de outubro. Resultados que Venâncio Mondlane não aceita.
Mondlane já disse que irá anunciar, em breve, a última fase dos protestos pós-eleitorais que já provocaram mais de duzentos mortos. Chama-lhe fase “ponta de lança”.
Esta semana começou com um encontro dos 4 partidos da oposição moçambicana com o presidente do país. No final, todos se mostraram abertos ao diálogo para chegar a um pacto social que conduza a reformas em Moçambique, um país à procura de rumo.
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