Programa FRESAN beneficia mais de 600 mil pessoas no Sul de Angola

O programa do Governo de Angola, denominado Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola (FRESAN), que conta com um financiamento de 65 milhões de euros da União Europeia já beneficiou mais de 600 mil pessoas nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe.

A informação foi avançada esta Quinta-feira pela embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, durante a 10.ª Reunião do Comité de Direcção do Programa (CDP), realizada na cidade Lubango, província da Huíla com o objectivo de analisar, discutir e definir a direcção do projecto na próxima e última fase da sua implementação.

“Testemunhámos avanços notáveis durante o último ano, entre os quais a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSAN II), aprovada pelo Decreto Presidencial de Fevereiro de 2025. Temos agora um cronograma de trabalho elaborado para a constituição dos Conselhos Municipais e Provinciais de Segurança Alimentar e Nutricional a cumprir. O projecto não poderá suportar a constituição de todos eles, mas apelamos aos governos provinciais e aos administradores municipais para prosseguirem na sua constituição, segundo os modelos do projecto-piloto a ser desenvolvido”, afirmou a embaixadora da União Europeia, citada numa nota.

A embaixadora disse que o FRESAN tem sido uma iniciativa de grande impacto no Sul de Angola, com investimentos estruturais que transformam vidas, destacando a monitorização e a validação das Escolas de Campo de Agricultores (ECA) feitas pelo Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), a capacitação dos supervisores municipais de ADECOS (Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário) na área agrícola, a realização de três grupos técnicos provinciais e multissectoriais, que permitiu actualizar a estratégia de sustentabilidade.

No quadro deste programa, destaca-se o apoio a 22 mil agricultores, a construção de 430 pequenas infra-estruturas hidráulicas que beneficiam 230 mil pessoas, quase 40% da população rural dos municípios alvo – e a capacitação de 1.174 agentes de extensão (tratadores de gado e agentes comunitários de saúde) e de 1.741 funcionários públicos, nas áreas da saúde, da nutrição, da agricultura e do clima.

“Desenvolveu-se, pela primeira vez, um pacote pedagógico para educação no âmbito da alimentação saudável, com destaque para o Painel de Alimentação Saudável do Sul de Angola e para o desenvolvimento da primeira tabela de composições dos alimentos do Sul de Angola. Elaborou-se ainda o Programa de Educação Ambiental do Sul de Angola e o repositório para as alterações climáticas, tendo-se registado um aumento, em alguns casos em três vezes, da capacidade de produção, graças aos equipamentos disponibilizados, capacitação de técnicos, sistemas de irrigação, entre outros”, destacou Rosário Bento Pais.

Para a Embaixadora da União Europeia, tudo isto é um conjunto de actividades e de resultados.

“O verdadeiro impacto poderemos verificar junto dos beneficiários finais do FRESAN, cuja missão é a redução da fome, pobreza e vulnerabilidade das comunidades afectadas pela seca nas províncias do Cunene, da Huíla e do Namibe”, precisou.

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