Peña classificou a suposta espionagem da Abin como um “problema de Estado” que transcende as relações entre chefes de governo. Embora criticasse a alegação de espionagem, ele mencionou ter uma “excelente relação” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Não falei com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem esclareço, tenho uma excelente relação. Nós criamos uma grande relação pessoal como chefes de Estado. Mas esse é um problema e é grave (suposta espionagem), que vai além de Peña ou de Lula, é um problema de Estado”, disse o presidente do Paraguai.
Guerra do Paraguai
Diplomacia
Santiago Peña, em resposta às alegações da suposta investigação a Abin, afirmou que o governo vem tomando medidas diplomáticas. Segundo Peña, o embaixador em Brasília, Juan Ángel Delgadillo, foi convocado para dar explicações.
Além disso, uma carta foi entregue ao embaixador brasileiro em Assunção, José Antônio Marcondes, solicitando explicações formais sobre a suposta espionagem. O governo paraguaio também anunciou o início de investigações sobre o caso e a suspensão das negociações do Anexo C do tratado da hidrelétrica de Itaipu até que a situação seja devidamente esclarecida.
Governo nega espionagem
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) negou envolvimento do atual governo na operação. “O governo do presidente Lula desmente, categoricamente, qualquer envolvimento em ação de inteligência, noticiada hoje (31/3), contra o Paraguai, país membro do Mercosul com o qual o Brasil mantém relações históricas e uma estreita parceria”, frisou o texto, publicado pela pasta na terça-feira (1º/4).

Francisco Artur de Lima
Repórter
Jornalista soteropolitano em Brasília, com experiência nos jornais O Estado de S.Paulo e A Tarde. Hoje, integro a equipe da editoria CB Online
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