Peru: Governo declara estado de emergência devido à escalada de violência

A presidente do Peru, Dina Boluarte, decretou esta segunda-feira o estado de emergência em Lima, por 30 dias, numa resposta ao aumento da criminalidade e à indignação popular após o assassinato do cantor Paul Flores.

O vocalista da banda de cúmbia Armonía 10, de 39 anos, foi morto a tiro na madrugada de domingo, quando um grupo armado assaltou o autocarro onde viajavam os músicos após um concerto.
O ataque terá sido motivado por tentativas de extorsão.

A decisão do governo implica o destacamento de forças militares para apoiar a polícia no combate ao crime, bem como a suspensão de direitos como a liberdade de reunião. A medida também permite a detenção de suspeitos sem necessidade de mandado judicial.

A insegurança em Lima tem vindo a agravar-se nos últimos meses.
No sábado, uma explosão num restaurante feriu pelo menos 11 pessoas, intensificando a preocupação pública.

Os dados da polícia revelam que, entre 1 de janeiro e 16 de março, foram registadas 459 mortes violentas e mais de 1.900 casos de extorsão.

O clima de tensão política também se intensifica, com a oposição a pressionar a destituição do ministro do Interior, Juan José Santiváñez, alegando falta de um plano eficaz contra a criminalidade.
Boluarte, por sua vez, afirmou estar a considerar a reintrodução da pena de morte como medida extrema para conter a violência.

Esta é a primeira vez, desde 2022, que toda a cidade de Lima fica sob estado de emergência, refletindo a gravidade da crise de segurança no país.

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