Apesar da obstrução que deputados do PL estão fazendo, cancelando as comissões permanentes da Câmara dos Deputados previstas para esta quarta-feira (2), a reunião de um colegiado está mais que confirmada.
Trata-se da agenda prevista para a instalação da nova presidência da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional.
Segundo interlocutores, o deputado Filipe Barros (PL-PR), que irá presidir a CCAI em 2025, fez questão de manter a reunião agendada para a tarde desta quarta.
De acordo com o regimento do Congresso, a presidência da Comissão de Inteligência reveza a cada ano entre o Senado e a Câmara dos Deputados.
Esse ano, caberá ao presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara assumir o comando do colegiado. Ou seja, o deputado Filipe Barros.
Fontes relataram à CNN que o parlamentar pretende iniciar os trabalhos da comissão com foco na recente crise entre Brasil e Paraguai.
Na terça (1º), o Paraguai convocou o embaixador do país aqui no Brasil, Juan Ángel Delgadillo, para consultas, e pediu para o embaixador brasileiro em Assunção, José Antônio Marcondes, dar explicações após suposta ação hacker do governo brasileiro.
Para além disso, a intenção da oposição é fazer mais reuniões e tornar mais ativa a Comissão de Inteligência.
Durante os últimos anos, o colegiado foi criticado por não agir nas recentes crises envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e por manter o ex-diretor-geral da Abin, atual deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), entre seus membros.
A CCAI é responsável pela fiscalização e o controle interno e externo das atividades de inteligência e contrainteligência desenvolvidas no Brasil.
Cabe a ela cobrar explicações da Abin, das Forças Armadas e da Polícia Federal. O colegiado tem o poder ainda de convocar autoridades e solicitar informações sobre as ações dos órgãos de inteligência.
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